Denúncias e escândalos substituem propostas de governo dos candidatos a governador da PB

Por Eliabe Castor Quando Adolf Hitler invadiu a França, Polônia e outros países europeus, s...



Quando Adolf Hitler invadiu a França, Polônia e outros países europeus, seus generais utilizaram a chamada “Blitzkrieg”,  termo alemão para “guerra-relâmpago” . Tratava-se de uma tática militar de nível operacional que utilizava forças móveis em ataques rápidos e de surpresa, não dando tempo para as forças adversárias organizarem suas defesas. Em cenário político favorável a um candidato da majoritária, essa técnica beligerante poderia ser “aplicada”. Contudo, na Paraíba, cruzar fronteiras e buscar votos, nas eleições deste ano, foi e será difícil, devido ao equilíbrio de forças entre os candidatos que polarizam o “teatro da guerra” democrática, sendo eles o atual governador, que busca a reeleição, Ricardo Coutinho (PSB) e o senador Cássio Cunha Lima (PSDB).

É sabido que a campanha chega à reta final em um espetáculo deplorável de acusações e escândalos, como, por exemplo, o mais recente que envolve ex-auxiliares de Ricardo Coutinho, inclusive seu irmão, Coriolano Coutinho. O caso em cartaz no cinema das denúncias tem como protagonista R$ 81 mil apreendidos em 2011 que, supostamente, seriam destinados ao pagamento de propina. Bem, o resto dos detalhes os leitores sabem, daí não buscar estender o assunto. Mas a pergunta é: até que ponto o denuncismo irá influenciar no perde e ganha destas eleições, sobretudo para os que disputam uma vaga no Palácio da Redenção?

Contra Cássio Cunha Lima pesa, principalmente, o estigma de “ficha suja”, mas, no meu entendimento, esse argumento já foi tratado à exaustão e o próprio candidato “pagou” sua pena, sendo caçado, inclusive, do seu cargo de governador da Paraíba em 2009 pelo TSE. Já Ricardo Coutinho é vitrine ou, se preferir, telhado de vidro. Até uma crise conjugal merece atenção e transforma-se em mísseis balísticos para a oposição. Mas é bom advertir que, às vezes, sua própria assessoria peca com o “excesso de zelo” publicando notas desastrosas, como a discussão entre ele e a primeira dama, Pâmela Bório, imputando o vazamento da conversa a adversários.

Hoje à noite (26) teremos mais um confronto, um dos últimos, caso o pleito seja consagrado no primeiro turno, com os candidatos ao governo do Estado. Haverá um debate a ser transmitido pela TV Correio. Pelo que já vimos, lemos e escutamos, propostas serão poucas. Já denúncias, agressões verbais e, quem sabe, um novo escândalo possa surgir no embate. Mas aí eu repito a pergunta: até que ponto esses ataques influenciarão o eleitorado?

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