Em debates televisivos Ricardo Coutinho é atacado e serve como telhado de vidro para oposição

Por Eliabe Castor As emissoras de televisão, Correio e Tambaú, buscaram oferecer ao eleitor i...


As emissoras de televisão, Correio e Tambaú, buscaram oferecer ao eleitor indeciso um ponto de apoio para dirimir suas dúvidas e, assim, escolher seu candidato ao governo do Estado. Porém, o que se viu na noite de sexta-feira (26) e na tarde deste sábado (27), respectivamente nas duas redes televisivas, foram debates que pouco ou nada esclareceram para os que buscam um postulante e que ainda não o tem, por um simples fato: não há mais o que ser mais explanado. Na verdade, trata-se de “um museu de grandes novidades”, no qual a mesma água gira o moinho e o que foi dito já está na mente da população, exceto os sucessivos escândalos que ocorrem dia após dia, sobretudo envolvendo de forma indireta ou direta o governador Ricardo Coutinho (PSB), que busca a reeleição.

Não se pode conceber uma realidade contando estórias. A Paraíba passa por uma crise institucional, no qual os poderes Executivo e Legislativo caminham em sentidos opostos e o Judiciário vaga no mundo das ideias. O governador Ricardo Coutinho, em certa hora da sua gestão, perdeu o prumo e o timão, deixando à deriva um dos Estados mais pobre do país.

Caso a intenção dele seja reverter esse quadro, e se a sua vitória for concretizada, ele precisará, e muito, das bancadas federal e estadual para que possa reagir e governa em mares menos agitados, afinal, os marinheiros eleitores já estão enjoados com o grande número de ondas que atingem a combalida nau.

Para Cássio Cunha Lima (PSDB), principal adversário de Ricardo Coutinho, caso chegue ao Palácio da Redenção, terá que cumprir o que vem prometendo ao longo da campanha. Saúde de qualidade, segurança e ensino para todos, fatores que os opositores do atual governador criticam, por entenderem que estas áreas estão de mal a pior.

O tucano promete reabrir as delegacias que foram fechadas e as que cerram suas portas à noite e nos finais de semana, mais efetivo para as polícias Civil e Militar, reabrir as escolas que foram, por algum motivo, fechadas na gestão atual e dar sangue e vida para os hospitais da rede pública paraibana, sobretudo a unidade de Trauma Senador Humberto Lucena, em João Pessoa, hoje administrada pela Cruz Vermelha e alvo de sucessivas denúncias.

Já Vital Filho entrou em jogo tardio com uma única função: evitar o esfacelamento do PMDB, e este papel ele está a cumprir bem, havendo fortes possibilidades dos peemedebistas emplacarem o ex-governador José Maranhão para o Senado e eleger número significativo para os postulantes da proporcional (deputados estadual e federal). Mas é preciso ter cuidado com o avanço dos também postulantes a senador, Lucélio Cartaxo (PT) e Wilson Santiago (PTB). Para eles, até a segunda colocação é válida, dependendo de quem vai assumir o governo da Paraíba.

Quanto aos chamados candidatos “pequenos”; Antônio Radical (PSTU), Major Fábio (Pros) e Tarcísio Teixeira (Psol) entraram na disputa como franco-atiradores, conquistando a simpatia de muitos eleitores. Nas próximas eleições, eles possivelmente serão lembrados pelo público, daí uma vantagem para candidaturas que têm custos e orçamentos baixos.

No mais, vejo o quadro político com poucas movimentações, embora, repito, o menor “abalo sísmico”, seja em Cabedelo ou em Palmeira dos índios, pode mexer significativamente com o que estamos a observar hoje.
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