Ataques à sede da Editora Abril revoltam entidades de jornalismo

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A Editora Abril foi alvo de vandalismo na noite de sexta-feira, 24. Muros próximos ao prédio da empresa de comunicação, em São Paulo, foram pichados por um grupo com cerca de 200 integrantes, segundo relatou a Polícia Militar. A União da Juventude Socialista, vinculada ao PCdoB, foi a organizadora do ato, que ainda contou com faixas e despejo de lixo no local. A ação foi veementemente criticada por entidades da área de jornalismo.

Em comunicado divulgado na tarde deste sábado, 25, o presidente da Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner), Frederic Kachar, avalia que o episódio protagonizado por manifstantes foi além do direito de se expressar. "Em um momento que o Brasil inteiro está exercendo o pleno direito de escolher seu principal representante, não se concebe que pessoas de má fé, baseados em princípios autoritários, cometam estes atos de verdadeira barbárie", afirmou.

Também neste sábado, a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) divulgou comunicado. No texto, a instituição fala que o "grave" ataque do qual a Editora Abril foi alvo representou "intimidação à liberdade de imprensa". A entidade lembra trecho da Declaração de Chapultepec, da qual o Brasil é signatário. A carta, que completa 20 anos em 2014, cita que a mídia é "condição fundamental para que as sociedades resolvam os seus conflitos".

Presidente da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), José Roberto de Toledo assina a nota divulgada pela entidade neste fim de semana. O executivo avalia que "qualquer veículo de imprensa tem o direito de publicar o que apurou. Quem não concorda com o publicado tem o direito de protestar - respeitados os limites legais. Excessos de parte a parte devem ser julgados e, se for caso, punidos pela Justiça".

Por outro lado, o ex-ministro dos Esportes e deputado federal eleito pelo PCdoB de São Paulo, Orlando Silva, usou o Twitter para elogiar o vandalismo contra a Editora Abril. "Orgulho da @UJSBRASIL, a combativa União da Juventude Socialista, corajosa ao denunciar a Veja, vergonha nacional", publicou o comunista ao marcar o perfil do grupo responsável pelo ato e citar a revista semanal.

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