Em Genebra, ‘segundo turno’ entre Aécio e Marina

Do O Globo Genebra — A presidente Dilma Rousseff estaria fora da disputa presidencial, se dependesse do voto dos cerca de 2.200 mil ele...


Genebra — A presidente Dilma Rousseff estaria fora da disputa presidencial, se dependesse do voto dos cerca de 2.200 mil eleitores de Genebra. Na cidade suíça, Dilma (PT) foi derrotada com 403 votos (18,3%). A disputa para um hipotético segundo turno local ficou entre Aécio Neves (PSDB), o primeiro colocado com 683 votos (31%), e Marina Silva (PSB), com 568 votos (25,8%).

Iara Gonçalves, 54 anos, psicóloga paulista radicada em Genebra há 25 anos, votou na Dilma mas não ficou supresa com a derrota da cadidata petista na cidade:

— Eu voto aqui desde 1989 e o PT nunca ganhou. Esta é uma cidade rica e muitas brasileiros aqui têm poder aquisitivo alto — disse.

Seu voto para Dilma foi um “voto pela continuidade do que o Lula fez”, explicou. O resultado favorável a Aécio em Genebra não surpreende. A cidade – que é sede européia das Nações Unidas e de várias organizações internacionais – tem um público diversificado de brasileiros: de imigrantes ilegais a banqueiros.

Com um número de brasileiros cada vez maior na Suíça, o consulado do Brasil em Genebra alugou um enorme espaço num centro de exposições na cidade. As eleições na cidade foram acompanhadas de perto por um visitante ilustre: o brasileiro Roberto Azevêdo, diretor-geral da Organização Mundial de Comércio (OMC). Casado com a cônsul do Brasil em Genebra, Maria Nazareth Azevedo, Roberto passou o dia com a mulher, inclusive ajudando a encaminhar os eleitores para as seções eleitorais.

— A participação está sendo boa! — comentou.

Em Genebra, havia 5.800 eleitores inscritos – ou seja, 48% votaram. Já em Zurique, a maior cidade da Suíça, com 9.400 eleitores, a participação também ficou abaixo dos 50%. O resultado de Zurique não foi revelado.

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