“Sem necessidade de pacificar o País”, diz presidente do PT sobre racha com PSDB

Do Último Segundo Para Rui Falcão, o País não saiu dividido do processo eleitoral deste ano...



Para Rui Falcão, o País não saiu dividido do processo eleitoral deste ano, embora a diferença entre a vitoriosa e Aécio Neves tenha sido apertada e as hostilidades tenham ganhado as ruas e as redes sociais. “Não vejo a necessidade de pacificar o País porque ele não está conflagrado, tirando um ou outro episódio de atrito eleitoral.”

A seguir, frisou que é natural que nas democracias o governo dialogue com a oposição. “Esse diálogo logo mais será exercitado, conforme a própria presidente Dilma já disse.” Ele admitiu, no entanto, a tensão da apuração. “Eu sempre digo que a eleição de 1989 foi épica. Mas a eleição de 2014 foi dramática. Felizmente com final feliz para o PT.”

Rui atribuiu a vitória petista no final de semana ao fato de a sigla ter captado o sentimento de mudança nas ruas. A começar pelo próprio slogan da campanha “Mais Mudança, Mais Futuro.”

Sobre a denúncia da revista Veja e suas polêmicas com o partido ao longo do tempo, o dirigente petista disse que as sete ações por “denunciação caluniosa” serão mantidas, e listou  para o próximo mandato as principais prioridades: a reforma política e a regulação democrática da mídia.


Em relação ao último item, Rui Falcão esclareceu que a regulação dos meios de comunicação se restringe às concessões de rádio e televisão, e não veículos impressos.

Ministérios

O presidente nacional do PT defendeu que, no caso da escolha do novo ministro da Fazenda, o PT não se paute pelo mercado financeiro. No entanto, o atual deputado estadual por São Paulo disse que não se aprofundou sobre o tema em conversas com a presidente Dilma.

Questionado se ele poderia vir a compor a Esplanada dos Ministérios no futuro governo, Falcão enfatizou que ainda tem três anos de mandato por cumprir na presidência do PT e que, uma vez eleito por 70% dos integrantes da sigla, vai priorizar o cumprimento de seu mandato.

Sobre a participação de Luiz Inácio Lula da Silva na interlocução para formar a nova coalização governista, o presidente do PT opinou que essa tarefa é de exclusividade do ministro das Relações Institucionais [Ricardo Berzoini] e da própria presidente Dilma. “Lula não será recrutado para nada.”

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