26 de novembro: Guarabira celebra 127 anos

A cidade de Guarabira (PB) celebra 127 anos nesta quarta-feira (26).  Nesta data, então, o Cadern...

A cidade de Guarabira (PB) celebra 127 anos nesta quarta-feira (26). Nesta data, então, o Caderno de Matérias destaca alguns ‘recortes históricos’ sobre Guarabira, relacionados à cultura, religião, comércio e política. 

Localizada a 95 km da capital João Pessoa, Guarabira é um dos municípios mais populosos da Paraíba. Seu nome vem do Tupi-Guarani e quer dizer “morada das garças”.
Por estar localizada no Piemonte da Borborema, agreste paraibano, numa área de transição geográfica, a cidade se tornou, ao longo dos anos, uma referência política e, sobretudo, econômica que lhe rendeu o status de ‘rainha do brejo’.

O povoado que antecedeu o município de Guarabira foi fundado em 1694. Posteriormente, surgiram as primeiras residências dando origem à Vila Independência, em 1837, nas terras do Engenho Morgado, propriedade de Duarte da Silveira. A linha férrea alcançou o povoado em 1884, pela The Conde Déu Raiway Company, em virtude do desenvolvimento social, econômico observado na agropecuária, comércio e na ‘indústria açucareira’, contribuindo para o surgimento de lojas comerciais, mercearias, hotéis, armazéns e uma feira semanal. Mas somente em 1887 Guarabira foi elevada à categoria de cidade, por meio da Lei Provincial 841, de 26 de novembro de 1887, sancionada e outorgada pelo presidente da Província da Parahyba, Dr. Francisco de Paula Oliveira Borges.




  

Antigo Cine João Pessoa, em Guarabira, na década de 30 (Foto: Acervo do professor Vicente Barbosa)

Guarabira é cheia de vocação: artística, religiosa, política e econômica, por exemplo. Na 'terra das garças' já teve cinema. A sétima arte chegou ao município no final da década de 20, a partir da instalação do “Cinema Independência” por um cidadão chamado Sindô Trigueiro. Naquela época eram exibidas sessões de cinema mudo, pois o progresso ainda não havia chegado à região, mesmo assim o público local se divertia com as projeções.

Somente na década de 30 é que o cinema em Guarabira ganha maior intensidade, aos cuidados de José Freire de Lima, popular Zezinho de Gila, que recebeu do pai a responsabilidade de dirigir a atração. Gila, então, deu impulso ao negócio e intensificou a exibição de grandes nomes do cinema da época, como ‘Rodolfo Valentino, em Filho do Sheik’, Tom Mix e Charles Chaplin, por exemplo, com os famosos projetores da Pathé. Como o cinema ainda era mudo, as películas eram animadas ao som de um piano.

Seu Zezinho de Gila, quem primeiro promoveu a exibição
de um filme nacional em Guarabira. Na foto ele aparece ao lado
do professor e historiador Vicente Barbosa
Na mesma época, o diretor do cinema decidiu mudar o nome da casa para “Cinema João Pessoa”, em homenagem ao mártir da ‘Revolução de 30’. Posteriormente, em 1933, houve a compra de todo maquinário que até então era alugado pela viúva de Sindô Trigueiro, precursor do cinema em Guarabira.

Novamente, o proprietário do cinema resolve mudar o nome do local para “Cinema Guarany”, onde ocorreu a primeira exibição de um filme nacional, ainda em 1933. Durante as sessões uma bandinha animava a plateia.

Como ainda não havia rádio no município, a propaganda dos filmes era feita por meio de cartazes e anúncios públicos. Nonda de Zé Travassos era o ‘garoto propaganda’, usado por Zezinho de Gila, que caminhava por toda a cidade portando cartazes pendurados e uma sineta na mão, anunciando a atração ao povo que aguardava ansioso e curioso. Não demorou muito para uma nova forma de marketing aparecer. Logo a sineta foi substituída por bumbo, tarol e um funil, tocado por Zerequete, Ninô e Pai Tonho, respectivamente.

Já bastante prestigiado em Guarabira, em 16 de agosto de 1935 o cinema teve uma ascensão ainda maior com a chegada do cinema falado. O primeiro filme falado exibido foi “Sombra da Noite”. Foi algo realmente extraordinário e inesquecível para quem presenciou e ouviu o áudio do filme na projeção. O fato também consagrou Zezinho de Gila, que teve seu nome escrito na história das projeções cinematográficas em Guarabira.

A chagada do cinema falado foi bastante comemorada no município, tanto que a casa cinematográfica de Zezinho passou a ter dois ambientes: a primeira e a segunda classe. Na primeira classe só frequentava gente da alta sociedade, como Osmar de Aquino e Sabiniano Maia, políticos influentes da época. O resto da população, chamada de ‘ralé anarquista’, tinha por opção a segunda classe, onde quase tudo era improvisado e desconfortável.

Como o cinema não teve o apoio do poder público local, que sempre foi omisso a esse tipo de atividade, José Freire de Lima cansou de ter de lidar sozinho com os custos e com o sofrível sistema de iluminação da época, alimentado pelo motor ‘National’ (70 H.P.), então, decidiu partir para a capital João Pessoa, desativando o “Cinema Guarany”. Por quase 10 anos o cinema de Guarabira ‘ficou mudo’.

Após passar um tempo desativado, no ano de 1950 o cinema volta a ser aberto na cidade, por Antônio Pereira de Lucena e Antônio Freitas Albuquerque. Juntos eles abrem o “Cinema São Luís”, que usava uma tela pequena onde os filmes eram exibidos em 16 mm, porém, o público voltou a comparecer.

Posteriormente, chega o Cine São José, aberto pelo músico e desportista Benedito Targino. Na década de 60, Guarabira contava já com dois cinemas: o “Cinema São Luís” e o “Cinema São José”, este último funcionava com tela grande proporcionando uma visão panorâmica.

No ano de 1966 o empresário Ulisses Stanislau de Lucena comprou o Cine São Luis. Na década de 70, Expedito Paulo da Silva também resolveu comprar o Cine São José, dando origem ao popular “Cine Moderno”, que tempos depois fora desativado causando o fim das sessões de cinema no município.

O Cine São José cedeu seu espaço ao teatro municipal Geraldo Alverga. O Cine São Luis funcionou onde hoje é a Igreja da Graça, próximo aos Correios. Enquanto que o Cine Moderno fechou, talvez pela falta de apoio, e o local virou escritório de banda, também de propriedade de Expedito da Silva. Mais tarde o prédio foi alugado e virou templo da Igreja Universal do Reino de Deus. A igreja deixou o recinto e o lugar deve abrira uma clínica médica. Atualmente, contudo, a cidade não tem cinema. 

Cultura popular

O município de Guarabira também se destaca na poesia popular e foi um 'polo gráfico' na região. A cidade é a terra do poeta José Camelo de Melo Resende, autor do Pavão Misterioso – maior cordel do mundo; também da maior contadora de estórias do mundo, dona Luzia Tereza. 


Dona Luzia Tereza
Contar estórias é diferente de contar histórias. Quem nasceu entre as décadas de 30 e 50, por exemplo, sabe muito bem sobre isso. Sabe o que é se reunir à noite no terreiro de casa para ouvir os mais velhos no exercício da milenar arte de narrar, que nasceu com o homem e o tem acompanhado ao longo de sua vida. Este artigo destaca a paraibana que bateu recorde na arte de contar estórias: Luzia Tereza.

“A permanência em nossos dias da milenar arte de narrar, que nasceu com o homem e o tem acompanhado ao longo de sua existência, revela a importância das narrativas para o ser humano pela necessidade de reviver experiências e conviver com a fantasia”, defende o pesquisador e escritor espanhol Fernando Savater.

Em consenso, vários pesquisadores afirmam que um escravo grego já liberto de nome Esopo foi um dos pioneiros na arte de narrar, por volta de 500 a.C., quando já circulava pela Grécia uma coletânea e fábulas esópicas.

Com o passar dos tempos, outro nomes se destacaram mundialmente na arte de contar estórias, como o francês Jean de La Fontaine, considerado “Pai da Fábula Moderna”. Ele é autor da famosa frase “sirvo-me dos animais para instruir os homens”, e também autor da obra “Fábulas”, que contém os contos “A cigarra e a formiga” e “A raposa e as uvas”.

Já o francês Charles Perrault foi o responsável pelo surgimento dos chamados ‘contos de fadas’. Os irmãos Grimm, Jacob e Wilhelm, da Alemanha, pesquisaram e adaptaram fábulas à literatura infantil dando origem a personagens como Branca de Neve, Rapunzel e João e Maria.

O dinamarquês Hans Cristians Anderson é outro nome famoso da literatura infantil – ele é autor do “Patinho Feio”. Em “Contos populares reunidos”, o português Gonçalo Fernandes Trancoso conta as “estórias de Trancoso”.

Em nosso país, escritores famosos como Monteiro Lobato, Câmara Cascudo e o guarabirense Rodrigues de Carvalho, por exemplo, têm mérito por preservarem as estórias que ouviram de anônimos, tendo, posteriormente, registrado isso em papel para a posteridade.

Há registro de muitos contadores de estórias famosos, mas a maior de todas foi dona Luzia Tereza. Natural de Guarabira (PB), ela nasceu no dia 15 de março de 1909 e residiu na zona rural da cidade.

Dona Luzia não teve infância comum, com diversão e brincadeiras. Aos oito anos começou a trabalhar no roçado ajudando o pai. E com a morte da mãe, teve que ajudar a criar os 15 irmãos menores. Ela teve uma vida de sacrifício e dificuldades, porém também tinha uma boa memória e a devida sensibilidade, elementos essenciais ao contador de estórias. Dona Luzia Tereza é considerada a maior narradora de estórias do mundo.

Boa parte das estórias que sabia, Luzia Tereza aprendeu no sítio onde morava. Havia ali as noitadas em que a vizinhança se reunia no terreiro, à luz da Lua e de candeeiros, para ouvir as estórias de dona Luzia.

Conforme Altimar Pimentel, pesquisador e folclorista da Universidade Federal da Paraíba, Luzia Tereza gravou em sua mente 236 contos, um recorde mundial, bem mais que os geniais irmãos Grimm que só conseguiram memorizar 220 contos populares.

“O que impressiona em Luzia Tereza é a expressividade de seu rosto, dos braços magros e longos, as mãos descarnadas que se erguiam ou que ela utilizava em gesticulações tão preciosas. A expressão corporal compunha com variações vocais, às inflexões apropriadas os movimentos mágicos e cativantes em que narrava. Os gestos desenhavam personagens e situações, evocavam imagens, delineavam seres e coisas. A velhinha calada, acanhada, tímida transmudava-se narrando estórias de príncipes, princesas e fadas: vivia cada personagens e colhia exemplos locais para melhor visualização da narrativa”, testemunha Altimar.

O público ouvinte de dona Luzia Tereza era composto, em sua maioria, por crianças. Atentas, elas ficavam felizes em ouvir as estórias e até pediam para repetir. “Conte outra vez”, diziam. Embaladas por uma narração singular, então, algumas delas até adormeciam e sonhavam com esse mundo literário.

Dona Luzia sofreu muito em vida. Ela passou seus últimos dias no Hospital Padre Zé, onde também amenizava as dores dos enfermos contando estórias. Seu único filho a abandonou muito cedo e dele não se teve mais notícias.

Católica fervorosa, seu último relato á professora Myriam Gurgel Maia foi angustiante: “Meu bom Jesus, eu não tenho ninguém nesse mundo. Se eu morrer, não deixo falta a ninguém. Eu sei que é pecado pedir pra morrer”. E nesse encontro, narrou sua última estória: “A menina dos cabelos de outro”. Era 26 de janeiro de 1983.

Com o intuito de preservar a arte da narrativa, o Núcleo de Pesquisas e Documentação Popular da UFPB desenvolveu o projeto ‘Jornada de Contadores de Estórias da Paraíba’ entre os anos de 1977 a 1983. A pesquisa resultou em dois volumes da obra “Estórias de Luzia Tereza”.

Citando o escritor Guimarães Rosa, o professor Vicente Barbosa também acredita que “as pessoas não morrem, as pessoas se encantam”. “Assim, no dia 31 de maio de 1983, dona Luzia Tereza se encantou e foi viver tranquila num reino encantado entre fadas, príncipes e duendes, longe da ambição e da maldade humana”, afirma Barbosa em homenagem póstuma a guarabirense Luzia Tereza.

Guarabira, celeiro de artistas

Guarabira é um celeiro de grandes artistas, entre os quais estão Artur Neto, Tchero, Duval Freitas, Jefferson Victor, Artur Silva, Fábio Lobo e tantos outros que ainda precisam ser descobertos. Artur Neto, inclusive, está celebrando seus 30 anos de carreira. As comemorações aconteceram durante o aniversário de Guarabira, com um show no teatro municipal. 

O Cavalo Marinho, de Adriano Dias
Nas artes plásticas temos artistas como Alexandre Filho e Clóvis Júnior, duas referências da arte naif para o Brasil e para o mundo, além de Adriano Dias, Elias dos Santos, Paulo Gracino, Márcio Bizerril e Lidiane Dias, por exemplo, também grandes artistas.

O guarabirense Adriano Dias é um dos que mais tem exposto dentro e fora do Brasil. No exterior, suas obras foram expostas no Canadá, na Polônia e Espanha. 

O ceramista seu Luiz Firmino é um dos maiores representantes do artesanato local, ainda em atividade. Enquanto que seu Ismael Freire, no auge de seus 90 anos de muita lucidez, também carrega consigo a poesia.

Seu Luiz Firmino e o edito do blog

Com o barro nas mãos

Com mais de 60 anos de profissão, seu Luiz Firmino Leopoldino, de 73 anos, herdou dos pais arte de lidar com a argila.

Apesar de ter dedicado 13 anos de sua vida ao Exército Brasileiro e de ter adquirido outras experiências, foi pela argila que seu Luiz Firmino se apaixonou e é com ela que ele se realiza.

Mãos devidamente treinadas para lidar com o barro e criatividade aguçada para produzir novas formas são características próprias desse ceramista guarabirense que não teve oportunidade de cursar uma faculdade, mas, com o conhecimento adquirido naturalmente ao longo dos anos, aprendeu a conhecer vários tipos de argila e sua utilidade nas mãos de um artista de verdade.

Seu Luiz, então, soube fazer a criatividade virar negócio. Suas obras são totalmente artesanais, inspiradas nas diversas manifestações populares, principalmente na figura do nordestino. Algumas de suas peças, inclusive, são comercializadas informalmente em outras regiões da Paraíba e em outras praças do país. Porém, o seu ‘ateliê’ pessoal ainda fica localizado em sua própria casa, onde ele expõe a sua arte que tem um valor bem acima de seu custo comercial.

O talento e a argila fazem de seu Luiz Firmino um homem feliz, muito tranquilo, e ainda garantem uma renda-extra para a sustentação de sua família.

Se você gosta de artesanato e aprecia uma obra cheia de detalhes e trabalhada à mão, procure conhecer de perto as peças de argila de seu Luiz Firmino. Ele vai ficar muito feliz com sua visita. Garanto que você vai se encantar pelo trabalho desse artesão e, pelo menos, levar uma ou duas peças para casa. Fica a dica!

Seu Luiz Firmino reside no Bairro da Esplanada, próximo ao centro de Guarabira. Mais informações ligue (83) 8702-6225 e agende uma visita.







O senhor Ismael Freire realmente nasceu poeta. Apesar da idade e da pouca instrução, é um homem inteligente e de raciocínio rápido, um intelectual, sobretudo, de sua própria poesia.

Nascido no dia 30 de julho de 1924, na cidade de Bananeiras, seu Ismael Freire veio morar em Guarabira na década de 40, onde permanece até hoje para a nossa alegria. 

Apesar de ter aprendido a ler apenas aos 15 anos, sua vocação poética já era evidente em si e sua poesia, então, fluía com tamanha naturalidade. Porém, pela amizade com outros grandes cordelistas de sua época e em virtude de sua relação com as letras, além da naturalidade, seu Ismael também soube apurar sua linguagem poética. 

A Prefeitura de Guarabira se propôs a bancar a produção de um livro com poesias de seu Ismael.


Religião

Na religião podemos destacar nomes como Dom Marcelo Pinto Carvalheira e o pastor Severino Tavares (in memorian). 

Bispo Dom Marcelo

Dom Marcelo entrou no Seminário Arquidiocesano de Olinda, no ano de 1944. Dois anos depois foi para a Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma, onde cursou Filosofia e Teologia. Ele concluiu os estudos em 1956, especializando-se em Teologia Dogmática. Sua ordenação ocorreu em 1953, em Roma.

Dom Marcelo foi nomeado bispo auxiliar da Paraíba em 1975. E no mesmo ano, aos 47 anos de idade, Dom Marcelo foi ordenado bispo pelas mãos de Dom Helder Câmara, Dom Aloísio Lorscheider e Dom José Maria Pires. Em 1981 foi designado bispo da Diocese de Guarabira, recém-criada.





Apesar de sua vocação comercial, Guarabira é daquelas cidades que se desenvolveram territorialmente a partir de uma igreja. Aqui tivemos a Catedral de Nossa Senhora da Luz, também padroeira da cidade para os católicos romanos, como marco central, a partir do qual o município foi se desenvolvendo ao longo dos anos. Hoje temos outras denominações religiosas. Mas na época em que esta capela foi construída, o catolicismo era a religião predominante na região.

A primeira capela data de 1730. Em 1837 foi edificada a paróquia de N. Srª da Luz.

Partindo da arquitetura renascentista, até chegar a este ponto a Catedral da Luz passou por várias reformas, porém, com sua atual arquitetura clássica e moderna, o principal templo da Diocese de Guarabira nunca perdeu a imponência.

Esta também é uma igreja de muita história, graças a vultos do catolicismo como Dom Marcelo Pinto Carvalheira, que por muito tempo foi bispo com residência na diocese. Sem desconsiderar, claro, o trabalho de vários padres na paróquia.

Ao visitar a cidade, então, não deixe de conhecer a Catedral da Luz. 


Primeira Igreja Congregacional 

Semelhantemente ao que ocorreu com Dom Marcelo, após receber e sentir o chamado de Deus para sua vida, e se dedicar, sobremodo, ao estudo da Palavra de Deus, o pastor Severino Tavares chega à Guarabira em 1968 para pastorear a Igreja Evangélica Congregacional de Guarabira.

Admirador do militarismo e escotismo, Tavares implantou, entre diversos grupos, o departamento Soldados de Cristo, com instruções, fardamentos e juramentos do escotismo, e a ordem e disciplina militar, com temos á Palavra de Deus.

Pastor SSeverino Tavares, de terno claro sendo abraçado por membros da sua igreja

Conforme relata em seu blog o historiador guarabirense Martinho Alves de Andrade, o pastor Severino Tavares teve uma história religiosa repleta de serenidade e de serviços prestados realmente a Deus e a todos os evangélicos que assiduamente frequentavam a 1ª Igreja Congregacional. Homem sério e de mãos limpas, excelente pai e ótimo amigo, marcou época na história da religião em Guarabira.





A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias abriu as portas no município em abril e 2011, obedecendo a um padrão arquitetônico mundialmente conhecido, cheio de imponência.

Existem duas classes de edifícios construídos pelos mórmons: as capelas, que são igrejas comuns; e os templos, considerados lugares mais sagrados. Em Guarabira temos apenas uma capela dispondo de salão sacramental, salas de aula e estudos, biblioteca, banheiros, secretaria, cozinha, área externa com jardins e uma quadra de esportes. Com arquitetura moderna clássica e um pináculo dentro dos padrões, este 'cartão postal' da cidade impressiona e tem deixado muita gente curiosa para conhecer o local de perto.

Para os mórmons, os templos funcionam como um elo entre a Terra e os Céus. As torres pontiagudas significam estacas que apontam para a eternidade. As estátuas são idênticas em todos os templos: representam o anjo Moroni tocando a trombeta e anunciando a volta de Cristo. Assim como a Cruz está para os Cristãos, a Estrela de Davi para os Judeus, a Lua Crescente para os Muçulmanos, a estátua do anjo é o símbolo da Igreja Mórmon.

A capela mórmon em Guarabira está localizada na Avenida Rui Barbosa, próximo ao Shopping Cidade Luz, na saída para João Pessoa. As reuniões ocorrem aos domingos das 9h às 12h.

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, popular Igreja Mórmon, é de fundamentação cristã com características restauracionistas e a maior denominação originária do Movimento dos Santos dos Últimos Dias. O nome oficial da igreja se refere a Jesus Cristo como seu líder e à conversão dos fiéis, ou santos, à igreja, na última dispensação — de onde surge a referência aos "últimos dias". O termo "santos" é a mesma denominação usada na época que Jesus Cristo veio à Terra de Israel.

De acordo com o Livro de Mórmon, Morôni é o nome do último profeta Nefita – representante de um povo antigo, segundo narrativa do livro, que viveu na América do Norte entre o quarto e quinto século depois de Cristo. Os mórmons creem que após sua morte, Môroni tornou-se um anjo que teria revelado ao profeta Joseph Smith Jr., restaurador de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, a localização das placas de ouro que serviram de base para a composição do Livro de Mórmon.

Sediada em Salt Lake City, nos EUA, a denominação estabeleceu congregações em todo o mundo. Em 2014, a Igreja relatou um pouco mais de 15 milhões de adeptos em todo o mundo. No Brasil, a igreja relatou possuir pouco mais de 1,1 milhão de adeptos.


Criado na primeira gestão do prefeito Zenóbio Toscano em 1985, antes e ser desapropriado em 1984, conforme matéria do extinto Jornal O Norte, o prédio onde funciona o museu sacro Fernando Cunha Lima pertencia ao sr. Anísio Maia, tio do desembargador. A partir de 2000 é que o local virou museu sacro.

No local é possível apreciar um raro acervo de peças do universo artístico da Igreja Católica local, bem como elementos do passado como móveis, instrumentos musicais, impressos, molduras, telas e outras 'coisinhas' que nos ajudam a construir e entender um pouco mais da história de Guarabira. Ao todo, segundo informações de funcionários, há mais de 270 itens expostos.

Mantendo os 'traços e a arquitetura do passado', recentemente na atual gestão de Zenóbio Toscano o local foi reformado e passou a abrigar também palestras e eventos similares no piso superior e na área externa dos jardins.

O Museu de Arte Sacra de Fernando Cunha Lima está localizado na Avenida Epitácio Pessoa, no centro de Guarabira.


O turismo religioso é uma opção interessante, sobretudo, comercialmente em algumas regiões do Brasil: bom para a igreja e para a economia local. Entre os vários monumentos religiosos construídos na Paraíba, há um ‘gigante’ de 34 metros de altura (total), considerada a 3ª estátua mais alta do Brasil, representando o frade capuchinho frei Damião de Bozzano, na cidade de Guarabira (PB), onde o religioso esteve por várias vezes realizando suas missões.

Iniciado em março de 2000, o Memorial Frei Damião foi construído na gestão da ex-prefeita e atual deputada estadual Léa Toscano (PSB). O monumento, inaugurado em dezembro de 2004, é realmente uma obra grandiosa localizada na Serra da Jurema, de onde também é possível ter uma visão panorâmica da ‘capital do brejo’ e seus limites. O santuário, inclusive, entrou na lista das 07 maravilhas do Estado, indicadas para visitação popular.

Administrado atualmente por uma congregação de frades capuchinhos, com apoio da Diocese de Guarabira, quem visita o santuário pode apreciar um pouco da natureza, visitar um museu, ter acesso a um arquivo fotográfico sobre a vida do ‘santo do Nordeste’ e participar de celebrações religiosas, bem como de romarias que atraem muitos romeiros de várias cidades da região e até de outros estados do país.

Diferente dos santuários do Padre Ibiapina, na Paraíba; e do Padre Cícero, no Ceará, por exemplo, lugares onde já havia peregrinação e aconselhamentos espirituais antes de se tornarem “praças da fé católica”, o Memorial Frei Damião foi construído no meio do mato, num lugar que não tinha as características do ‘espaço do sagrado’ - ou seja, ali não havia peregrinação nem aconselhamentos antes. O Cruzeiro, no entanto, que antecede o santuário de Guarabira era, até então, o ponto mais alto considerado ‘espaço do sagrado’, justamente em virtude dos registros históricos de peregrinação no local.


O comércio


Desde sua fundação, o município de Guarabira tem demonstrado vocação comercial. Hoje, então, não há como negar que o comércio é o que fortalece a economia do município. Guarabira chega aos 127 anos com um PIB (Produto Interno Bruto) de R$ 490,8 milhões e sendo a 9ª economia da Paraíba.











Uma definição breve para Feira é a de que ela é um evento público que ocorre em dias determinados da semana, cuja intenção é expor, negociar e vender produtos ou mercadorias. É também um ponto de encontro e de cultura. Quanto á primeira feira realizada, não se sabe exatamente quando e onde aconteceu. Alguns estudiosos, porém, têm uma noção de que tenha ocorrido a 500 a C., no Oriente Médio.

Independente de quando e onde foi realizada a primeira feira, e apesar das novas opções de mercado, as feiras livres de Guarabira (PB) continuam acontecendo normalmente, impulsionando a economia local e garantindo o sustento de muitas famílias.

A feira começa ainda de madrugada, criando uma rotina, principalmente, para quem comercializa produtos. O melhor da feira, então, está nas primeiras horas da manhã. Quem vai e faz feira cedinho tem a opção de escolher o melhor pedaço de carne e as melhores frutas frescas, por exemplo.

Também é possível tomar café, fazer lanches e até almoçar na feira, tudo ao som da música popular, da literatura de cordel e, claro (!), de gritos eufóricos de alguns comerciantes que anunciam promoções e o menor preço com intuito de atrair compradores para o seu ‘barraco’. Tomar caldo de cana, no local, também é uma opção bastante interessante.

Apesar das novas opções como o surgimento de hipermercados instalados, nos grandes centros e agora também no interior, as feiras continuam inspirando música e poesia, resistindo ao tempo e, acredito, que por muito mais tempo. Afinal, apesar do conforto e de toda variedade de produtos expostos nos supermercados, na feira a variedade é ainda maior, cheia de cores e cheiros, e revela também a identidade cultural de um povo.

Engana-se quem pensa que feira é lugar de pobre. Pobre de quem não vai á feira! Eu conheço gente que vai á feira somente para ‘papear’ com amigos. Outros, no entanto, até então desconhecidos para mim, são os primeiros a chegar e os últimos a sair: falo daqueles que exageram na ‘dose de cana’.

Como estou escrevendo, principalmente, para quem é de fora da cidade, eu recomendo uma visita á feira livre de Guarabira, que ocorre às quartas e sábados, onde você pode encontrar quase tudo, inclusive, uma autêntica manifestação popular.

Economia segmentada

Além das grandes redes de lojas varejistas presentes no município, Guarabira abriga ainda o Grupo Guaraves, uma das maiores empresas do Brasil no segmento de avicultura, além do parque têxtil do Grupo João Rafael, que produz para todo o país. A cidade também está ganhando seu primeiro shopping, o ‘Cidade Luz’, que em 2015 deve estar em pleno funcionamento.

Educação

A população de Guarabira é privilegiada, pois conta com um campus da Universidade Estadual da Paraíba, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB), assim como universidades particulares para atender a classe estudantil. Não podemos esquecer também das escolas tradicionais do município. 

Social

A Justiça Federal também está presente em Guarabira, que é sede do 4º Batalhão de Polícia Militar e do 3º Batalhão de Bombeiros Militares. A cidade possui uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e uma unidade do SAMU, para o devido atendimento à população.

Comunicação

A ‘capital do brejo’ também é polo na Comunicação Social. Atualmente a cidade tem 04 estações comerciais de rádio – Rádio Cultura AM, Rural AM, Constelação FM e Guarabira FM -, uma emissora comunitária – Nordeste FM - e vários sites e blogs de notícias e opinião. 

Política

Uma característica interessante em Guarabira é que a cidade ‘respira política’ constantemente. A história do município preserva nomes memoráveis de grandes políticos como, por exemplo, Sílvio H. Porto, João Pimentel Filho, Antônio Paulino Filho, todos referências para a nova geração. 

Atualmente o poder local gira em torno das duas famílias mais influentes do município, Paulino e Toscano. Houve a tentativa de se criar uma terceira força política na ‘rainha do brejo’, porém, sem êxito. Raniery Paulino (PMDB) e Camila Toscano (PSDB), então, ‘crias’ de Roberto e Fátima Paulino e de Zenóbio e Léa Toscano, respectivamente, ainda farão prosperar a influência política de suas famílias em Guarabira por muito tempo. Quem viver, verá. E os 'vencedores' continuarão escrevendo a nossa história. Parabéns Guarabira, pelos seus 127 anos.

Quem quiser conhecer um pouco mais sobre a história de Guarabira, eu recomendo seguir a página Belezas de Guarabira, no Facebook, onde é possível rever fotos e legendas relacionadas ao município. (Fotos: Arquivo pessoal do blog, Levy Galdino e Internet) #Política #Sociedade #Cultura

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