Empresas estatais destinaram cerca de R$ 1,3 milhão para ‘jornais-fantasmas’

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As principais empresas estatais sob administração federal direcionaram cerca de R$ 1,3 milhão aos chamados “jornais-fantasmas” entre 2004 e 2012. Essa verba foi distribuída através da veiculação de publicidade das marcas em diversos veículos de comunicação, só que, no caso, foi destinada a supostos diários que deveriam circular no interior de São Paulo, mas que na prática não existem.

Conforme mostra a Folha de S.Paulo, a Laujar Empresa Jornalística Ltda. é investigada desde 2012 por suspeita de fraude pela Polícia Federal e pela Controladoria Geral da União. A companhia de mídia recebeu pagamentos de estatais como Petrobras, Caixa, Banco do Brasil, Correios e BNDES.

Por sua vez, a Laujar recebia os valores por supostamernte veicular publicidade das empresas nos impressos Diário de Cubatão, Jornal do ABC Paulista, Jornal Paulistano, O Dia de Guarulhos eTribuna de Osasco. Esses títulos, porém, são desconhecidos na região em que seriam veiculados.

Em 2012, a Folha revelou que a empresa tinha sede num imóvel fechado e vazio em São Bernardo do Campo (SP) e que seus títulos não eram vendidos em bancas, não eram cadastrados em nenhum sindicato editorial e eram completamente desconhecidos por jornalistas e jornaleiros da região.

Na ocasião, exemplares foram enviados à Presidência. No entanto, era possível notar que estes continham sinais de serem forjados, como textos copiados da internet e anúncio de uma empresa privada (Unimed) que negou ter veiculado propaganda nos respectivos órgãos de imprensa.

Ao falar sobre o caso, a Secretaria de Comunicação da Presidência afirmou que desabilitou os títulos da Laujar em maio daquele ano por irregularidades, tendo pedido a instauração de processo administrativo na Controladoria Geral da União (CGU) e investigação na Polícia Federal (PF).

"O processo está em andamento aguardando o parecer de perícia técnica da PF sobre os comprovantes de veiculação entregues pelas agências de publicidade”, diz a Secom, que ressalta a implantação de "uma série de medidas para aperfeiçoar as informações do seu cadastro de veículos e mitigar riscos, entre elas a solicitação de envio periódico de exemplares, em datas aleatórias".

A Secom afirma que, com essas medidas, só "1.060 títulos, entre os 2.780 jornais cadastrados, estão aptos a participar de ações do governo". As estatais deram resposta similar, falando que os veículos estavam regulares na época do repasse e que aguardavam a conclusão apuração da PF.

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