Descoberta arqueológica do local onde Jesus Cristo foi condenado à morte confirma texto bíblico

Do Blog do Matheus Leitão Foi sem planejar. Há quinze anos arqueólogos estavam incumbidos na tarefa de expandir o Museu da Torre de...


Do Blog do Matheus Leitão

Foi sem planejar. Há quinze anos arqueólogos estavam incumbidos na tarefa de expandir o Museu da Torre de Davi. Mas quando começaram a escavar o piso de um antigo prédio abandonado ao lado do museu na Velha Jerusalém surgiu algo extraordinário: as ruínas do palácio do rei Herodes, onde Jesus Cristo foi condenado à morte pelo governador romano Pôncio Pilatos.

De acordo com o Washington Post, já era de conhecimento dos estudiosos que no local, no passado, havia uma prisão, mas eles não sabiam daquilo que estava embaixo dela.

Devido às guerras na região e à falta de verba, somente agora as obras começadas há quinze anos foram concluídas. E a grande descoberta já está sendo exibida para o público em excursões organizadas pelo Museu da Torre de Davi.

“A prisão é uma grande parte do quebra-cabeça antigo de Jerusalém e mostra a história da cidade de uma forma muito original e clara”, avaliou o arqueólogo chefe da escavação, Amit Re’em.

“Para os cristãos que querem conhecer com precisão os locais onde ocorreram os fatos históricos, a descoberta é muito forte”, disse Yisca Harani, especialista em cristianismo e peregrinação à Terra Santa.

Por consequência de novas descobertas, Harani explicou que o roteiro da Via Dolorosa, iniciado onde Jesus foi julgado por Pôncio Pilatos, mas depois no próprio caminho que levou o Cristo a ser crucificado e sepultado, já foi alterado algumas vezes.

Trecho sobre a condenação e crucificação narrado no evangelho de João (18:28-40), onde o cenário dos fatos pode ter sido finalmente descoberto:

¶ Depois levaram Jesus da casa de Caifás para a audiência. E era pela manhã cedo. E não entraram na audiência, para não se contaminarem, mas poderem comer a páscoa.

Então Pilatos saiu fora e disse-lhes: Que acusação trazeis contra este homem?
Responderam, e disseram-lhe: Se este não fosse malfeitor, não to entregaríamos.

Disse-lhes, pois, Pilatos: Levai-o vós, e julgai-o segundo a vossa lei. Disseram-lhe então os judeus: A nós não nos é lícito matar pessoa alguma.

(Para que se cumprisse a palavra que Jesus tinha dito, significando de que morte havia de morrer).

Tornou, pois, a entrar Pilatos na audiência, e chamou a Jesus, e disse-lhe: Tu és o Rei dos Judeus?

Respondeu-lhe Jesus: Tu dizes isso de ti mesmo, ou disseram-to outros de mim?

Pilatos respondeu: Porventura sou eu judeu? A tua nação e os principais dos sacerdotes entregaram-te a mim. Que fizeste?

Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui.

Disse-lhe, pois, Pilatos: Logo tu és rei? Jesus respondeu: Tu dizes que eu sou rei. Eu para isso nasci, e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz.

Disse-lhe Pilatos: Que é a verdade? E, dizendo isto, tornou a ir ter com os judeus, e disse-lhes: Não acho nele crime algum.

Mas vós tendes por costume que eu vos solte alguém pela páscoa. Quereis, pois, que vos solte o Rei dos Judeus?

Então todos tornaram a clamar, dizendo: Este não, mas Barrabás. E Barrabás era um salteador.

No capítulo seguinte, em João 19 (1-22):

¶ Pilatos, pois, tomou então a Jesus, e o açoitou.

E os soldados, tecendo uma coroa de espinhos, lha puseram sobre a cabeça, e lhe vestiram roupa de púrpura.

E diziam: Salve, Rei dos Judeus. E davam-lhe bofetadas.

Então Pilatos saiu outra vez fora, e disse-lhes: Eis aqui vo-lo trago fora, para que saibais que não acho nele crime algum.

Saiu, pois, Jesus fora, levando a coroa de espinhos e roupa de púrpura. E disse-lhes Pilatos: Eis aqui o homem.

Vendo-o, pois, os principais dos sacerdotes e os servos, clamaram, dizendo: 
Crucifica-o, crucifica-o. Disse-lhes Pilatos: Tomai-o vós, e crucificai-o; porque eu nenhum crime acho nele.

Responderam-lhe os judeus: Nós temos uma lei e, segundo a nossa lei, deve morrer, porque se fez Filho de Deus.

E Pilatos, quando ouviu esta palavra, mais atemorizado ficou.

E entrou outra vez na audiência, e disse a Jesus: De onde és tu? Mas Jesus não lhe deu resposta.

Disse-lhe, pois, Pilatos: Não me falas a mim? Não sabes tu que tenho poder para te crucificar e tenho poder para te soltar?

Respondeu Jesus: Nenhum poder terias contra mim, se de cima não te fosse dado; mas aquele que me entregou a ti maior pecado tem.

Desde então Pilatos procurava soltá-lo; mas os judeus clamavam, dizendo: Se soltas este, não és amigo de César; qualquer que se faz rei é contra César.

Ouvindo, pois, Pilatos este dito, levou Jesus para fora, e assentou-se no tribunal, no lugar chamado Litóstrotos, e em hebraico Gabatá.

E era a preparação da páscoa, e quase à hora sexta; e disse aos judeus: Eis aqui o vosso Rei.

Mas eles bradaram: Tira, tira, crucifica-o. Disse-lhes Pilatos: Hei de crucificar o vosso Rei?

Responderam os principais dos sacerdotes: Não temos rei, senão César.

Então, consequentemente entregou-lho, para que fosse crucificado. E tomaram a Jesus, e o levaram.

E, levando ele às costas a sua cruz, saiu para o lugar chamado Caveira, que em hebraico se chama Gólgota, Onde o crucificaram, e com ele outros dois, um de cada lado, e Jesus no meio.

¶ E Pilatos escreveu também um título, e pô-lo em cima da cruz; e nele estava escrito: JESUS NAZARENO, O REI DOS JUDEUS.

E muitos dos judeus leram este título; porque o lugar onde Jesus estava crucificado era próximo da cidade; e estava escrito em hebraico, grego e latim.

Diziam, pois, os principais sacerdotes dos judeus a Pilatos: Não escrevas, O Rei dos Judeus, mas que ele disse: Sou o Rei dos Judeus.

Respondeu Pilatos: O que escrevi, escrevi.

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