Dom Aldo está certo: Não há consenso entre fé cristã e carnaval

A definição de Carnaval vem do latim ‘carna vale’, que significa ‘adeus à carne’, em três dias ...


A definição de Carnaval vem do latim ‘carna vale’, que significa ‘adeus à carne’, em três dias de folia que antecedem a ‘quarta-feira de cinzas’. Sua origem, no entanto, está relacionada aos rituais de fecundidade da terra que eram praticados na passagem de ano e no início da Primavera, na Europa.

Com o surgimento do Cristianismo, aos poucos, o Carnaval foi perdendo seu simbolismo e o misticismo que o caracterizavam inicialmente. Os anos passaram e a festa também deixou de ser caracterizada pelos tradicionais bailes de máscaras para ser marcada, principalmente, pela inversão de valores.

A Bíblia não faz referência direta ao Carnaval como sendo pecado. Porém, como a festa atual induz a práticas imorais e a um comportamento depravado, ‘tolerado’ pela sociedade, apenas, nesse período, até a ‘terça-feira gorda’, por exemplo – quando ‘quase tudo é permitido’ -, não há como haver comunhão entre fé e Carnaval.

Sobre o que é moral e imoral, isso é muito relativo. No entanto, como cristão, parto e tomo como princípios os fundamentos cristãos, o que é certo e o que é errado conforme o cristianismo, para compor o meu breve comentário sobre carnaval. Respeito, contudo, quem pensa diferente.

Ao Jornal Correio da Paraíba, na edição desta quarta-feira (18), o arcebispo da Paraíba Dom Aldo Pagotto afirmou que, de fato, não há como conciliar os dois - fé e carnaval -, ou seja, a pessoa não tem como levar uma vida religiosa participando da festa.

“A pessoa não tem como levar uma vida religiosa participando de uma festa que, de um tempo para cá, virou permissiva, promíscua, onde exageros e excessos são comuns. Tem campanha dizendo ‘use camisinha, transe à vontade, assim você evita a gravidez e doenças’. Mas isso é tão artificial, sem significado, o contrário do que a vida religiosa deseja, que é dar um significado à vida. Então, não tem como conciliar”, desabafou o líder católico.

E o que dizer dos populares “Carnavais de Cristo”, realizados pelas igrejas Católica e Evangélica, por exemplo?

É simples. Tais eventos não têm nada a ver com carnaval, afinal, eu não recordo de ter visto gente mascarada, sem roupa ou embriagada participando desses retiros cristãos. O carnaval tem tudo isso e muito mais.

O que as igrejas promovem são encontros próprios, propositalmente realizados no período carnavalesco com o objetivo de edificar, sobretudo, os jovens, que participam de momentos de oração, comunhão, cânticos e diversão.

A intenção também mostrar que, “dentro da igreja”, é possível ser feliz e sentir prazer sem a necessidade de ingerir substâncias ou dar ocasião à carne para o pecado. Para os cristãos, o pecado existe e está dentro de nós.

Portanto, não me chamem de radical por concordar com Dom Aldo. Ele está certo: não há conciliação entre a fé cristã e o carnaval. E não adianta tentar ser cristão somente na quaresma. Quem age assim está sendo hipócrita. #Sociedade

Você pode gostar também

0 comentários