Guarabira: Aliados de Ricardo Coutinho lamentam posição política de Raniery Paulino e avisam que PSB terá candidato a prefeito em 2016

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Foto: Nordeste 1

O grupo aliado ao governador Ricardo Coutinho (PSB) em Guarabira se reuniu na tarde desta segunda-feira (09) para conversar sobre política e tomar algumas decisões importantes, como a de lançar uma terceira força política na cidade. Para isso, os “girassóis” vão buscar fortalecer o PSB e mobilizar a militância para um processo de novas filiações no município.

Em Nota, o grupo diz que as medidas adotadas por Ricardo Coutinho, durante o seu segundo mandato, têm o apoio de seus aliados em Guarabira, que também se comprometem em deixar o governador informado da demanda de serviços e em enviar sugestões em benefício da região do brejo.

No texto, o grupo ainda lamenta a posição do deputado estadual Raniery Paulino (PMDB), por ter sido candidato a vice-presidente da Assembleia Legislativa na chapa do deputado Ricardo Marcelo, que teve o apoio de Cássio Cunha Lima e da deputada estadual Camila Toscano, ambos do PSDB.

Ficou decidido: Ainda este ano, o grupo pretende iniciar um debate com a população guarabirense, a fim de elaborar uma proposta de governo que será defendida por um candidato do PSB, já que uma candidatura própria do partido é tão legítima quanto às demais.

O PSB de Guarabira, então, está disposto a tomar os votos de Paulino e Toscano nas eleições de 2016. Pelo menos o PMDB terá candidato próprio, garantiu Roberto Paulino. Mas, afinal, quem será o candidato indicado pelo PSB, se a maioria dos integrantes desse grupo está acostumada a perder eleição?

Guarabira precisa, SIM (!), de uma terceira força política. No entanto, além de dinheiro e estrutura, eleição se ganha no voto. E voto, alguns dos aliados de RC em Guarabira já provaram que não tem, por mais de uma vez. Ou eu estou enganado? #Política

Veja a Nota

N O T A
Em razão dos últimos acontecimentos políticos, o Grupo Ricardista de Guarabira, formado por lideranças políticas, empresariais, sindicais, estudantis e sociais, vem a público fazer as seguintes reflexões:
  1. O ano de 2015 começa com o Brasil enfrentando sérios problemas econômicos, o que exige cautela e responsabilidade dos governantes no que se refere aos gastos públicos, a fim de garantir os equilíbrios fiscal e financeiro, indispensáveis à manutenção das obras e serviços públicos essenciais. Deste modo, as medidas adotadas pelo companheiro Ricardo Coutinho, na condição de governador da Paraíba, têm o nosso integral apoio.
  1. Com a pretensão de contribuir para o desenvolvimento da Paraíba e, principalmente, de Guarabira, iremos apresentar, ao companheiro Ricardo Coutinho, demandas e sugestões para a resolução delas, buscando consolidar cada vez mais as ações do governo do Estado em solo guarabirense, cujo volume, nos dias atuais, entre o que foi executado e o que está em andamento, ultrapassa os R$ 70 milhões de reais, estando entre elas a conclusão da adutora Guarabira/Araçagi/Pilõezinhos; a restauração da rodovia Guarabira/Mari/Sapé; passagem molhada e aviário com recursos do Cooperar; reformas e ampliações das Escolas Polivalente e John Kennedy; construção de um novo Detran; restauração da rodovia Guarabira/Pilõezinhos; ampliação da rede coletora de esgotos; restauração da rodovia Guarabira/Cuitegi/Alagoa Grande/Juarez Távora/BR-230; reforma e ampliação do Instituto de Polícia Científica; inauguração da nova Delegacia Regional; ampliação de leitos no Hospital Regional; funcionamento da UPA.
  1. Entre os projetos a serem executados nesse novo mandato que se inicia, defenderemos, perante o companheiro Ricardo Coutinho, o contorno rodoviário de Guarabira, o condomínio Cidade Madura, casas populares, ampliação do sistema de abastecimento de água, reforma do Hospital Regional, construção da escola técnica.
  1. O êxito do governo do companheiro Ricardo Coutinho depende de uma Assembleia Legislativa sintonizada com os interesses da Paraíba, e não, com privilégios de poucos e com o boicote aos avanços exigidos pelo povo. Nesse sentido, a eleição do companheiro do PSB, deputado Adriano Galdino, foi fundamental, visto que encerra um ciclo marcado pela disposição descabida da presidência da Assembleia de fazer oposição ao governo e à Paraíba e inicia um tempo de relação civilizada, autônoma, mas harmônica, entre os Poderes.
  1. Com base nessa realidade, lamentamos a posição do deputado Raniery Paulino, que preferiu ser candidato a vice na chapa do deputado Ricardo Marcelo, que contava com os apoios declarados do senador Cássio Cunha Lima e da deputada Camila Toscano. A eventual vitória do candidato de Cássio, Camila e Raniery só se prestaria a manter a Assembleia como uma trincheira de resistência do cassismo, que se nega a aceitar a fragorosa derrota imposta pelo povo da Paraíba.
  1. Ainda no primeiro semestre desse ano, o grupo Ricardista de Guarabira iniciará um amplo processo de debate com a população sobre os problemas mais graves da cidade, a fim de construir uma proposta a ser defendida pelo nome escolhido para disputar, pelo PSB, a prefeitura local.
  1. A construção de uma candidatura própria do PSB a prefeito, apoiada pelo Grupo Ricardista, é tão legítima como são as possíveis candidaturas do PMDB ou de qualquer outro partido que esteja na base política do governo do companheiro Ricardo Coutinho.
  1. Embora com o firme propósito de apresentar a Guarabira uma candidatura própria com o objetivo de oxigenar o processo democrático, o Grupo Ricardista não descarta o diálogo com os aliados que pensem diferente, uma vez que o entendimento, e não, a imposição pautará suas decisões. Entretanto, o Grupo Ricardista exige respeito de qualquer das forças políticas que se revezam no poder há 40 anos, em Guarabira, tempo suficiente para terem feito e deixado de fazer o que a cidade precisa.
  1. O Grupo Ricardista de Guarabira foi o que, na hora mais difícil, quando o senador Cássio rompeu e o PMDB se negou a compor a chapa do companheiro Ricardo Coutinho, foi às ruas da nossa cidade defender a bandeira da continuidade desse projeto transformador que, já no primeiro turno, obteve quase 10 mil votos dos guarabirenses, mesmo enfrentando as maiores lideranças, até então, da política local.
  1. Nossa casa está aberta para receber quem queira mudar Guarabira, mas não aceitaremos que cheguem chutando a porta. No grito, ninguém ganha da gente. No grito, ninguém nos ganha.
  1. Nas eleições municipais de 1988, 1992, 1996 e 2000, o PMDB governava o Estado e teve candidatura própria a prefeito de Guarabira. Por que só o PSB não pode fazer o mesmo? Às lideranças do Grupo Ricardista de Guarabira caberá apenas ser torcedor, aplaudir da arquibancada? Time que não entra em campo não faz gol nem tem torcida.
  1. A reeleição do companheiro Ricardo Coutinho mostrou que ao povo interessa quem pode resolver seus problemas, independentemente de o político ter tradição ou ser herdeiro político. Guarabira quer discutir ideias, projetos, e não, nomes. O que está em jogo é preservação da cidade enquanto pólo de uma região, pois, nos últimos anos, assistimos de camarote ao crescimento dos vizinhos.
  2. O momento exige desapego do poder, devendo prevalecer os interesses da população, que serão atendidos com a construção de uma cidade melhor para essa e as futuras gerações. E isso só se faz somando as mentes e forças, pois, numa cidade de 60 mil habitantes, as capacidades não resumem a meia dúzia de de pessoas. (Blog do Ikeda, com N1)

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