Rachel Sheherazade concede entrevista exclusiva ao Blog do Ikeda

Nessa entrevista, Rachel Sheherazade revela o sonho de ser mãe novamente (Fotos: da Internet) A nossa primeira entrevista do ano é ...

Nessa entrevista, Rachel Sheherazade revela o sonho de ser mãe novamente (Fotos: da Internet)

A nossa primeira entrevista do ano é com a jornalista Rachel Sheherezade (41), do SBT, que com muita atenção e gentileza aceitou o convite para nos conceder sua segunda entrevista para este blog.

Âncora do principal telejornal do SBT, Sheherazade é uma jornalista de opinião. E muitas de suas opiniões têm gerado polêmicas, repercutido na imprensa nacional e promovido discussões no sociedade.

Nessa entrevista exclusiva ao Caderno de Matérias, a apresentadora do SBT Brasil fala porque preferiu permanecer no SBT ao receber convite da Band; comenta como tem lidado com ações civis públicas, relata como tem sido a experiência de fazer rádio, apresentando e comentando na Jovem Pan; revela se ainda sofre ameaças de morte, diz o que espera do segundo mandato da presidente Dilma (PT) e do governador Ricardo Coutinho (PSB), da Paraíba; comenta sobre premiação recente, sobre a possibilidade de conduzir um programa de entrevistas na emissora do 'patrão' e sobre outros assuntos.

A entrevista foi previamente agendada e feita via e-mail, como anteriormente. Desde já, então, como editor do Caderno, eu quero agradecer publicamente a colega jornalista Rachel Sheherazade pela disponibilidade em aceitar nosso convite e doar um pouco de seu tempo para mais uma entrevista ao blog. Muito obrigado.

Confira a entrevista na íntegra:

Blog do Ikeda - Você foi convidada pela Band, mas preferiu permanecer no SBT. O que foi decisivo para você rejeitar o convite naquela oportunidade?

Rachel Sheherazade - Pesei muitas coisas. Na Band, teria que me dividir entre o rádio, a televisão e também a internet. A emissora fica longe de onde moro. E também teria a questão da adaptação a uma nova casa, a uma nova redação, a um companheiro de trabalho (Boechat) que já tinha dado declarações muito infelizes a meu respeito - então, a convivência, certamente, seria difícil (porém não impossível).

Quando o SBT ficou sabendo do convite da Band, lutou por mim. A emissora não queria que eu fosse embora e me ofereceu vantagens às quais eu não pude recusar. Uma delas, a de ter um contrato renovado por mais quatro anos. Para mim foi, digamos, uma "prova de amor".

2 - Em algum momento você se arrependeu de não ter aceito a proposta da Band, principalmente após o SBT suspender os seus comentários no telejornal?

- Quando a TV Bandeirantes me convidou, os comentários já haviam sido suspensos no SBT BRASIL.

Quanto ao fato de ter recusado o convite da Band, não me arrependi. Pensei muito antes de tomar a decisão. E tudo foi acontecendo muito naturalmente. Senti muita paz na minha decisão, pois deixei Deus me guiar. Não posso negar que fiquei muito feliz e lisonjeada com o convite da Band, e mais com o reconhecimento do meu trabalho por uma emissora tão importante quanto aquela. Mas, não era o momento de deixar o SBT.

3 - O MPF entrou com uma ação civil pública contra o SBT por causa de suas declarações no telejornal SBT Brasil, quando em fevereiro do ano passado você afirmou ser "compreensível" o ato de um grupo de justiceiros que amarraram um suposto assaltante de 15 anos, nu, a um poste, no Rio de Janeiro.

Na ação, feita após uma denúncia da deputada federal Jandira Feghali (PCdoB/RJ), o Ministério Público pediu que o SBT exibisse uma retratação dos seus comentários no telejornal, esclarecendo que a postura de violência dos "justiceiros" contra o adolescente infrator não encontra legitimidade legal e constitui uma atividade criminosa, mais grave que os crimes de furto praticados pelo jovem agredido.

O que você achou dessa ação e como tem lidado com isso?

- Foi uma ação descabida cujo único propósito era dar holofotes aos autores do processo, os, então, candidatos à reeleição Jean Wyllis e Jandira Feghalli, que, não por coincidência, depois de tanta exposição na mídia, acabaram reeleitos. No Direito brasileiro, chama-se esse tipo de processo de LITIGÂNCIA DE MÁ FÉ, quando o autor da ação sabe que não tem razão, que seu pedido não encontra guarida nas leis, mas ainda assim aciona o Judiciário para tentar tirar vantagem da outra parte.

4 - Conforme o colunista Flávio Ricco, a direção do SBT decidiu cancelar, em definitivo, o programa prometido a você e que a emissora não pretende abrir espaço para comentários no telejornal. Também saiu na imprensa que “por Dilma Rousseff”, Silvio Santos decidiu manter você “calada” no SBT Brasil. É verdade?

- Não tenho conhecimento desses fatos (ou boatos).


5 - Você já tinha experiência com rádio? Como foi a contratação e como tem sido poder comentar numa rádio como a Jovem Pan?

- Nunca trabalhei em rádio, mas tinha muita vontade de ter essa experiência. O rádio é a escola mais completa para formar um jornalista completo. Tenho muito o que aprender nesse veículo e acho que tenho evoluído lentamente, graças a experiência que tenho colhido dos meus colegas no Jornal da Manhã. Quanto a dar minhas opiniões novamente é como voltar a ter asas para voar. Sinto-me muito livre e feliz na Jovem Pan. 

6 - Você ainda é ameaçada de morte? Quais são os motivos mais frequentes e como você lida com essa situação?

- A última ameaça partiu de um simpatizante do PT, no facebook, mas já o denunciei ao MP. De vez em quando, surgem algumas ameaças, mas sempre pela internet. Os covardes se escondem no anonimato. Na época em que comecei a ser ameaçada tive medo por mim e por minha família. Houve um período em que tive até escolta para o trabalho. Hoje, estou mais tranquila, pois vejo que outros colegas, de pensamento ideológico e postura crítica semelhantes aos meus sofrem do mesmo mal. Agora, quando recebo ameaças via internet encaminho à Polícia para investigação e posteriormente entrarei com ações criminais e cíveis contra os responsáveis. E além do mais, mandei blindar os carros da família e sempre faço caminhos diferentes, alternando os veículos também.

7 - O que você espera desse segundo mandato da presidente Dilma Rousseff (PT)?

- Infelizmente, não há muito o que se esperar desse governo a não ser colher as consequências dos desmandos, da corrupção, da maquiagem fiscal, e das medidas populistas que a presidente Dilma Rousseff plantou em seu primeiro mandato.

Temos que nos preparar para inflação elevada, juros mais altos, mais impostos, menos empregos, menos investimentos, pois agora é preciso consertar todos os erros desse desgoverno. E, como sempre, quem vai tapar o buraco da incompetência e da corrupção seremos nós, eleitores.

8 - Este ano você esteve participando dos debates eleitorais na Paraíba, pela TV Tambaú. O governador Ricardo Coutinho (PSB) foi reeleito. Como paraibana, o que você espera que RC faça pelo estado?

- Espero que nosso Estado possa crescer economicamente, gerar empregos, melhorar seu IDH, com escolas mais eficientes, saúde de qualidade, segurança pública para todos. Desejo que a Paraíba possa voltar a ser um lugar tranquilo para se viver, pois a criminalidade aumentou muito nos últimos anos em função do tráfico de drogas.

9 - No Instagran você fez um agradecimento por ter conquistado o Prêmio F5, do Grupo Folha, na categoria Jornalismo como ‘Apresentador do ano’. Comente sobre esse prêmio recente.

- Fiquei muito comovida com o prêmio da Folha. Primeiro porque é um jornal muito respeitado no Brasil inteiro. Depois porque foi uma prova de reconhecimento, do público leitor e dos internautas, ao meu trabalho como âncora de tv, em um ano que foi particularmente difícil para mim. Primeiro fui vítima de um linchamento moral movido por partidos de esquerda, numa tentativa de me descredenciar como jornalista, em função de minhas opiniões conservadoras e contundentes, principalmente, contra o Governo. Desde abril, quando a emissora decidiu pelo fim dos comentários no SBT BRASIL, sentia muita falta de me expressar, como fazia todos os dias, e por isso, nos primeiros meses, fiquei um tanto desmotivada. As pessoas pediam que eu falasse. Me abordavam nas ruas perguntando quando eu voltaria a dar minhas opiniões. Também foi um ano em que fiquei dividida entre duas emissoras. Isso foi motivo de estresse para mim durante o tempo da negociação. Até que decidi deixar Deus me conduzir. Aí, veio a paz.

10 - Conforme o Yahoo, com a saída da jornalista Marília Gabriela você pode ter uma nova chance de estrear outro programa, afinal a emissora ficou sem uma pessoa para fazer ‘entrevistas de peso’. Isso é possível? E você, gostaria de conduzir um programa de entrevistas?

- Nada é impossível para Deus. E tudo é possível na televisão. Quem poderia imaginar que uma simples jornalista, âncora de um programa de debates em João Pessoa, na Paraíba, fosse convidada pelo Sílvio Santos, em pessoa, para ancorar seu mais importante telejornal? Tudo pode acontecer. Costumo dizer que, no SBT, sou um soldado pronto para a batalha: confiante, entusiasmado, motivado. Ficaria muito feliz em voltar a conduzir um programa de entrevistas, agora em rede nacional, se esse for o desejo da direção da emissora.

11 – Você vai lançar um livro. Como surgiu a ideia de escrever e sobre o quê você escreve? Já há data definida para o lançamento?

- Sempre quis ser escritora, desde criança. Comecei a escrever livros infantis aos 8 anos de idade. Quando me tornei adulta, achei que o caminho mais fácil para a literatura seria o jornalismo. Eu me via como uma cronista num jornal ou revista, mas acabei indo parar na televisão. Ano passado, fui convidada pela editora MUNDO CRISTÃO a escrever um livro sobre os problemas do Brasil. Fiquei muito empolgada e estou me dedicando de corpo e alma a esse trabalho, mesmo em meio ao meu tempo tão escasso.

JOGO RÁPIDO, POR RACHEL SHEHERAZADE

-Deus: Porto seguro.

-Rádio ou televisão? Justifique: Ambos. Os dois se completam.

-Redes sociais: Uma janela de comunicação com os fãs, ouvintes e telespectadores.

-Cor preferida: Verde, a cor da natureza.

-Uma música: São tantas... Vou citar uma para os fãs do IRON MAIDEN: “Wasted Years”

-Um filme: AI – Inteligência Artificial. Nunca chorei tanto num filme.

-Dois livros que as pessoas deveriam ler antes de morrer: A Bíblia Sagrada, principalmente, o Novo Testamento, e Os Miseráveis, do escritor francês Victor Hugo.

-Política: Não dá para ignorar.

-PT: Um partido maculado pela corrupção. Há tempo demais no poder.

-Família: Minha vida.

-Jornalismo: Uma das minhas paixões

-Sonho realizado: Ser mãe duas vezes.

-Sonho não realizado: Ser mãe novamente

-Viver é... uma oportunidade única, um presente de Deus.

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E também teria a questão da adaptação a uma nova casa, a uma nova redação, a um companheiro de trabalho (Boechat) que já tinha dado declarações muito infelizes a meu respeito
 No Direito brasileiro, chama-se esse tipo de processo de LITIGÂNCIA DE MÁ FÉ, quando o autor da ação sabe que não tem razão, que seu pedido não encontra guarida nas leis, mas ainda assim aciona o Judiciário para tentar tirar vantagem
Quanto a dar minhas opiniões novamente é como voltar a ter asas para voar. Sinto-me muito livre e feliz na Jovem Pan. 
Os covardes se escondem no anonimato. 
Infelizmente, não há muito o que se esperar desse governo a não ser colher as consequências dos desmandos, da corrupção
Desejo que a Paraíba possa voltar a ser um lugar tranquilo para se viver 
Fiquei muito comovida com o prêmio da Folha
Ficaria muito feliz em voltar a conduzir um programa de entrevistas
Sempre quis ser escritora, desde criança
*** 
#EntrevistaExclusiva #SintoniaFina #Comunicação #Jornalismo #Sociedade


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6 comentários

  1. Parabéns amigo, como sempre, você poe competência em tudo que faz! Grande abraço.

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  2. Parabéns Ikeda e Rachel, muito boa a entrevista.
    Deus os abençõe.

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  3. Ela é sem noção. Só o que eu tenho a declarar nesse espaço democrático. Obrigado.

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    1. Ótimo amigo, pelo menos tem opinião.
      Agora vc julgar, sem argumentar. Gera a dúvida de insulto.
      Pq vc acha que ela é sem noção? O_o

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  4. Olha, não queria comentar a entrevista, mas com esse fiasco de animosidade entre "Observador" e "Anônimo" fui induzido a intervir. Não, Observador, a Rachel tem muita noção do que faz. Na verdade a pessoa Rachel é uma sumidade; sua versatilidade com os temas é sua marca... Não me admiraria se ela ocupasse um programa de entrevistas, pois assim como o Jô, e ate a própria Marília, ela é capaz de tirar "leite de pedra". Desculpe, Observador, mas você "trancou a gaveta e jogou a chave dentro".

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    1. Desculpa, mais esse é meu nome real.
      Prazer Anônimo.

      Você já teve seu computador rastreado igual uma utópsia de um alíenigena?
      Se não, te digo q a ignorância é uma benção.

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