Xico Sá é o novo colunista do EL PAÍS

Do El País Xico Sá está de volta às crônicas como o novo colunista do EL PAÍS Brasil. Depois ...


Xico Sá está de volta às crônicas como o novo colunista do EL PAÍS Brasil. Depois de deixar o jornalFolha de S. Paulo em outubro do ano passado, e de ficar seis meses de sabático, o jornalista nascido no Crato, interior do Ceará, decidiu aceitar o convite para escrever semanalmente aos leitores do EL PAÍS Brasil a partir do dia 6 de março. Nascido Francisco Reginaldo de Sá Menezes, Xico, de 52 anos, retoma a disciplina do texto para se dedicar a escrever sobre sua três paixões: política, futebol e o amor. Não necessariamente nessa ordem. Muitas vezes ele alinhava os três assuntos em um mesmo texto, com doses de humor e irreverência que se tornaram sua marca registrada.

Esse olhar versátil o tornou querido do público masculino e feminino, que se identifica com textos em que pode tratar da “suruba eleitoral” brasileira, com sua profusão de partidos, até o coração partido de um homem quando seu time é derrotado. E claro, falar de amor, o amor... porque este “nunca sai de moda, desde Shakespeare”, avisa.

A retomada da escrita não significa que ele tenha deixado de interagir com seus leitores desde que deixou a Folha. Xico, na verdade, é um livro aberto pelas redes sociais, onde navega desde os primórdios da internet. Suas provocações e reflexões podem ser conferidas diariamente em postagens no Twitter ou no Facebook,curtidas por milhares de fãs. Um terreno onde os leitores se despiram de pudores para escrever ou opinar sem filtro sobre qualquer assunto. “Ninguém está imune à fúria das redes sociais. Histórias mais sujas ou mais imediatas, personagens dos acontecimentos da vez”, observa Xico.

Ele mesmo se tornou um personagem da vez quando deixou a Folha de S. Paulo em outubro do ano passado, véspera das eleições presidenciais, por um texto que não fora publicado. “Fui usado pelos dois lados”, lembra Xico, sobre um dos momentos mais polarizados da política brasileira. Seu texto questionava a timidez dos jornais na hora de tomar uma posição políticas. Uma provocação que ganhou dimensão nacional, com os ânimos acirrados de 2014.

A veia passional para tratar a política se manteve, e enveredamos para um comportamento de torcida, observa o jornalista. Mas, como otimista incorrigível, ele vê um processo de evolução em andamento, mesmo que a passos lentos.

O jornalista, que já publicou 12 livros em voo solo e dez como co-autor, também nunca saiu da mídia. Ele continua falando de futebol no programa SporTV e tem participações no programa Saia Justa, na GNT. Mas, não disfarça a animação de voltar a se comunicar com seu público por meio de crônicas semanais, um formato que elegeu para se posicionar como jornalista, cidadão, poeta e escritor. “Estou ansioso para explorar vários assuntos. Quero juntar reportagem e crônica, escrever sobre assuntos que vou presenciar. Estou sonhando com isso”, completa.
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#SintoniaFina

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