Adeus a um amigo

Para Cláudio César Montenegro Se é aperto ou dor, vale o coração sofrer por um amigo. As contrações são pulsantes. Dói de verdade ao ...

Para Cláudio César Montenegro

Se é aperto ou dor, vale o coração sofrer por um amigo.
As contrações são pulsantes. Dói de verdade ao vê-lo partir.
Não há mais volta. É como um adeus infinito. Pra sempre.
Pena que não me despedi. Mas, sinto saudades já de agora.

Repentinamente, a morte outra vez venceu a vontade de viver.
É sempre assim. Quando menos se espera, ela nos abocanha.
Mas, como a esperança é a última que morre, espero-o vivo no céu.
Lá, talvez nos encontraremos a busca do Deus da vida.

Sempre que um amigo parte em direção ao infinito, me sinto só.
É como agora. A solidão penetra a alma, como faca dilacerante.
As lágrimas invadem o esqueleto, feito fontes de dor e tristeza.
Foi-se outro amigo. Por isso dizem que a morte sempre vence.
Mas, lá no fim do túnel há uma luz. Espero que não se apague.

Ela é a única esperança a me tornar aceso para sempre, feito farol.
E quem sabe no trajeto da morte, possa encontrar os amigos,
Clamando em Deus pela vida eterna. Assim sejam nossos caminhos.

Antônio Santos
Poeta-Jornalista/Guarabira-PB

Em, 29/03/15

*** 
Foi a última vez

Adeus, Cláudão! Na última vez que nos vimos, há duas semanas atrás, nas dependências da Padaria Guarabirense, você me perguntava sobre a canção cristã que toca na abertura do meu programa de rádio - um tema que diz que somente pelo sangue de Jesus é possível ser salvo. E eu respondi a respeito dessa música e do objetivo que o programa queria alcançar através dela. Depois, devolvi a pergunta. Você olhou para mim e disse: "é, realmente, uma música muito bonita, eu gosto". E se despediu com um sorriso breve. Foi a última vez. A última vez que nos vimos, caro amigo. Descanse em paz (+). #Luto

Joseilton Gomes (Ikeda)
Editor do Caderno de Matérias

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