Análise | Globo, 50 anos: Show dos 50 anos da Globo mistura Criança Esperança com Carnaval

               Bailarinas reproduzem abertura do Fantástico no show que comemorou os 50 anos da G...

               Bailarinas reproduzem abertura do Fantástico no show que comemorou os 50 anos da Globo
  

Por Daniel Castro, do Notícias da TV

Um Criança Esperança sem Xuxa, com narração de Carnaval e elenco de Show da Virada, mais um pouquinho de especial de fim de ano de Roberto Carlos. Assim se resume o show dos 50 anos da Globo, exibido neste sábado (25). A emissora poderia ter optado por algo mais criativo, como um especial de teledramaturgia que relembrasse suas novelas, algo que foi experimentado dez anos atrás. Mas escolheu produzir algo que ela faz todos os anos.

Realizada no ginásio do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, a festa lembrou o Criança Esperança por ser musical e coreografada _apenas teve uma edição mais ágil. Com apresentações de MC Gui, Thiaguinho (que acabou confirmado na última hora), Anitta, Gusttavo Lima e banda Malta, poderia ser um Show da Virada. Com narração de Pedro Bial e Fátima Bernardes, parecia Carnaval.

O tempo todo os narradores explicavam o "enredo" que se encenava no palco, por onde passavam "fantasias" de personagens famosos e "alegorias" reproduzindo pedaços de cenários de programas marcantes, como o "caminhão" do seriado Shazan, Xerife e Cia., grande sucesso dos anos 1970.

"Um grande momento do realismo mágico na televisão: Saramandaia", anunciou Bial ao surgir o cantor Ednardo e uma figurante fazendo a Dona Redonda da novela refeita dois anos atrás. "E olha só quem a família encontrou? Porcina e Sinhozinho Malta", disse Fátima Bernardes apresentando Regina Duarte e Lima Duarte enquanto a banda Roupa Nova entoava Dona, sucesso de Roque Santeiro. "Hora de lembrar os grandes vilões das novelas", explicou Fátima quando o telão mostrava Carminha (de Adriana Esteves) e Odete Roitman (de Beatriz Segal).

     Lima e Regina Duarte 'revivem' Sinhozinho Malta e Viúva Porcina na festa dos 50 anos

Ainda no bloco das telenovelas, dois momentos "nada a ver": o que faziam Francisco Cuoco e Rodrigo Lombardi caracaterizados de Herculano Quintanilha, de O Astro, enquanto Ednardo cantava Pavão Misterioso, tema da primeira versão de Saramandaia? Okay, era o "momento realismo mágico" das novelas. Mas e Bruno Fagundes com seu personagem em Meu Pedacinho de Chão sendo torturado por Paulo Ricardo interpretando Brasil, o tema de Vale Tudo?

O Carnaval dos 50 anos da Globo seguiu com citações ao jornalismo, aos programas infantis (com Xuxa só no telão) e aos seriados. Bonecos fantasiados de personagens de Chico Anysio e balões com as criações de Jô Soares homenagearam dois grandes nomes do humor da emissora. Figurantes "ressuscitaram" Mussum e Zacarias, de Os Trapalhões.

A tecnologia deu um show à parte na festa. Um enorme telão foi a salvação de roteiristas e roteiristas do show para lembrar grandes momentos do jornalismo e do esporte. Exibiu Ayrton Senna pilotando enquanto um Galvão Bueno rouco repetia no palco praticamente as mesmas palavras de uma corrida de 20 e poucos anos atrás.

O show também teve um tiquinho de surpresa. Logo após a homenagem ao Cassino do Chacrinha e aos programas de auditório em geral, Pedro Bial anunciou "os reclames do Plim, Plim". Entrou um clipe rápido de comerciais clássicos (que mereciam um pouco mais de espaço, afinal também fizeram parte, e como, desses 50 anos).

Enfim, o show de 50 anos da Globo, como era de se esperar, foi um evento para celebrar a própria Globo com a cara de sempre da Globo.
***

#SintoniaFina #CríticaDeMídia

Você pode gostar também

0 comentários