A China dá o “engenho”; o Haiti, o “escravo”

Por Nonato Nunes Amigo leitor. Venho observando que de uns três anos para cá o Brasil vem sendo invadido por uma onda de haitianos que ...

Por Nonato Nunes

Amigo leitor. Venho observando que de uns três anos para cá o Brasil vem sendo invadido por uma onda de haitianos que entra no país pelo Acre. Chama a atenção, porém, o fato de essas pobres criaturas, de linguajar crioulo, estarem sendo embarcadas aos montes na direção da cidade de São Paulo (SP), a maior da América Latina, e a mais rica do país. Coincidentemente, essa onda acontece justamente quando o Brasil vem fechando acordos de parcerias comerciais com a China, um gigante que vem engolindo tudo o que encontra pela frente.

Observe-se que os chineses têm investido pesado em países de economia fraca, sobre os quais eles podem despejar as suas quinquilharias de qualidade inferior, mas que atraem compradores de parcos recursos. É natural que o Brasil opte por “importar” mão de obra crioula ao invés de estimular os chineses a investirem no próprio Haiti, um país onde as pessoas vivem abaixo da linha da pobreza e não há poder de compra algum.

O que se está assistindo pode ser parte de um projeto ‘diabólico’ de exploração de mão-de-obra semiescrava, embora, para as Nações Unidas e países do antigo Terceiro Mundo, hoje reconhecidos pelo eufemismo “em desenvolvimento”, a ação do Brasil tenha a aparência de “prática humanista”.

Nos últimos meses os telejornais têm exibido haitianos pelas ruas de São Paulo exibindo as bugigangas chinesas como forma de sobreviverem num país estranho, de língua difícil e de usos e costumes completamente diferentes dos deles. Essa é uma sutileza social e econômica que revela  certa “separação qualitativa” entre os nossos pobres e os miseráveis que têm chegado por aqui aos turbilhões.

Os nossos podem estar “um degrau acima” na desonrosa escala da miséria coletiva. O nosso “bufarinheiro” não estaria mais interessado em vender as imitações baratas chinesas, pois já teria alcançado um patamar mais elevado. O bastão agora está com os haitianos...

Há outra observação bem pertinente nesse quadro dantesco e que, de certa forma, daria um excelente mote ao poeta Castro Alves. Observe que os haitianos entram pelo Acre, um Estado governado pelo petista Tião Viana. E estão sendo enviados para aonde? Ora, para São Paulo, uma cidade que, coincidentemente, é governada pelo petista Fernando Haddad. Mas para que tudo isso ganhe ares de legalidade e possa ser viabilizado, se faz necessário o aval do Governo Federal. E quem ocupa o Planalto? Ora, a senhora Rousseff, que, por um acaso do destino, é filiada ao PT. Não parece algo minimamente planejado? Sei não, viu...

Um abraço e até a próxima.
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#Política #Opinião 

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