PMDB rompe com PSB em Guarabira. Militância de RC tem duas opções nas eleições de 2016: eleger o prefeito da cidade ou se preparar para uma “lapada de votos” que pode fazer “os girassóis” mudarem de cor e de partido

Certo dia, ainda durante o 2º turno do pleito de 2014, eu recordo que comentei com o amigo profes...

Certo dia, ainda durante o 2º turno do pleito de 2014, eu recordo que comentei com o amigo professor Belarmino Mariano Neto sobre a possibilidade de rompimento da 'aliança política' entre Paulino e a ‘militância girassol’ bancada pelo então candidato Ricardo Coutinho (PSB), reeleito governador da Paraíba pelo PMDB. Belo contestou: não via essa possibilidade.

Naquele momento de euforia isso, realmente, parecia distante - improvável. Imagens de Roberto Paulino e Ricardo Coutinho, juntos no mesmo palanque, eram "antológicas" (!). Ao mesmo tempo davam a entender que a ‘aliança’ firmada entre PSB e PMDB – que garantiu a reeleição do governador – não teria um ‘prazo de validade’ tão curto, pelo menos no brejo.

Confesso que ver Roberto Paulino abraçando a ‘militância girassol’ era, para mim, algo difícil de entender e, até certo ponto, aceitar – sobretudo, quando Paulino aparecia de mãos dadas com figuras como Beto Meireles, por exemplo. Cenas marcantes como esta foram intensamente replicadas na internet como algo normal: não era. Ambos têm um discurso diferente.

O sonho acabou para o PSB. A ‘aliança’ se desfez. Agora é cada um por si: há quem diga, porém, que é todo mundo contra, feito aquele futebol de uma trave só. Tudo voltou ao normal e está no seu devido lugar. Hoje, além das duas forças políticas de Guarabira – Paulino e Toscano –, também há uma militância que quer virar grupo e ocupar o poder local.

Enquanto os nomeados por Ricardo Coutinho tentam convencer a população guarabirense de que apesar da distribuição de cargos públicos entre si – prática observada e reprovada pelo povo - há uma “nova proposta política” para cidade, o PSDB e agora o PMDB local, mesmo se opondo, estão juntos fazendo oposição e resistindo ao Governo e aos seus intentos.

Assim, tudo indica que a disputa do ano que vem, novamente, vai estar polarizada entre Paulino e Toscano - para a tristeza de uns e alegria de outros. Ricardo Coutinho, por sua vez, dispõe da máquina do Estado. Zenóbio Toscano tem a Prefeitura de Guarabira. Sem mandato, Roberto Paulino - que já provou que tem voto - deve apelar para o discurso e a promessa.

Tudo pode acontecer na eleição de 2016, como Zenóbio se reeleger ou Paulino voltar a controlar a prefeitura, por exemplo. Já a militância de RC vai poder mostrar algo novo e, consequentemente, eleger o próximo prefeito. É possível. No entanto, se isso não acontecer, “a lapada de votos” também poderá ser tão grande que “os girassóis” vão mudar de cor e de partido. P r e p a r a ! #Política

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