Em editorial, O Globo se posiciona contra a volta da obrigatoriedade do Diploma de jornalista

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Com editorial publicado na sexta-feira, 5, o jornal O Globo se posicionou contrário a obrigatoriedade do diploma para exercer a profissão de jornalista. Segundo o texto, o Supremo Tribunal Federal entendeu, “com acerto”, que ao limitar o acesso ao ofício nos anos 1970, interfere no preceito "constitucional que defende a liberdade de expressão. E não apenas de quem divulga notícias, análises, o que for, mas também atingiu o direito de a sociedade se informar”.

A publicação fala sobre as críticas que o veredicto recebeu, por supostamente permitir às empresas da indústria da comunicação substituírem profissionais diplomados com salários elevados, por pessoas sem diploma, com menor remuneração. De acordo com o posicionamento do jornal, a norma vigora há seis anos e neste período este efeito de troca não se verificou.

Além disso, é feita observação de que os profissionais graduados na área não perderam espaço no mercado de trabalho após a não obrigatoriedade do diploma ser constituída. “Nem mesmo os diplomados nas faculdades de Comunicação deixaram de ter prioridade na escolha de estagiários, nas redações da imprensa profissional. Por uma razão simples: eles chegam com o domínio básico dos recursos necessários para a produção de textos e imagens”, defende o jornal.

Para o veículo, as instituições de ensino continuam atendendo quem deseja especializações acadêmicas das comunicações, porém o exercício da profissão em si tem a ver com as exigências extremamente diversificadas do jornalismo. Até a década de 70, “a partir da qual o mercado de trabalho passou a ser reservado para diplomados em apenas um número limitado de disciplinas, as redações eram formadas por uma rica mistura de pessoas com as mais diversas especializações”.

Ao falar da década de 70, é evidenciada a diversidade de temas que o jornalismo abordou e que por isso não era aconselhado decretar que apenas diplomados poderiam ter acesso às redações. O texto termina falando sobre o surgimento da internet que “pulverizou de vez esta visão sindicalista do ofício”, com infinitas possibilidades de difundir informações por incontáveis plataformas.

As novidades tecnológicas tornaram ainda maior a necessidade de as redações, agora multimídias, contarem com profissionais de todo tipo de formação. “Sem prescindir dos jornalistas saídos das faculdades de Comunicação. Não entender isso é continuar com a cabeça num passado cartorial”, finaliza o editorial.
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