Republiqueta do Propinistão

Por Nonato Nunes, jornalista Amigo leitor. Saiu o resultado da gastança patrocinada pelo noss...

Por Nonato Nunes, jornalista

Amigo leitor. Saiu o resultado da gastança patrocinada pelo nosso “honorável Congresso Nacional”. Pelas contas do levantamento feito para os últimos cinco meses, os nossos deputados e senadores gastaram nada menos de R$ 76 milhões de reais. Vale salientar que são “apenas” 513 na Câmara Federal e 81 no Senado.

As contas revelam que esses camaradas estão pouco interessados no “esforço de guerra” que o nosso “bravo povo brasileiro” foi forçado a fazer pela indigesta (des) administração petista. O que vemos, porém, é um Congresso que, sob o beneplácito do Palácio do Planalto (mais interessado em apagar o seu próprio rastro), caminha na direção contrária à da população.

Enquanto o trabalhador vê todos os seus sonhos irem por água abaixo em razão da perda de seus empregos e acossado pela volta da inflação, os nossos congressistas passam ao largo da crise, e ainda fazem pouco caso do que vem ocorrendo no país. É como quem diz: “Isso não é comigo, portanto, que se “f...” Não, não...! Esse “f” é de “Que se ferrem!”... Nada de termos chulos...

E sabe quem aparece como um dos maiores gastadores? Um tal de Humberto Costa, senador pelo PT de Pernambuco. A meu ver, nada de novo nisso... 
Lá pelos anos 70, em plena Guerra Fria, havia um termo pejorativo para os países da América Latina que se mantinham na condição de terceiro-mundistas: “republiqueta das bananas”.

De lá para cá se passaram trinta ou quarenta anos e vejo que – no nosso caso específico – houve, sim, uma mudança. Não somos mais uma “república das bananas”. Para aqueles que acham que evoluímos: agora passamos à “Republiqueta do propinistão”.

Nessa “nova república” (talvez nem tão nova assim...) as coisas funcionam na base da chamada “relação franciscana”, na qual quem dá alguma coisa quer receber algo em troca: “É dando que se recebe”.

Nada mais adequado a uma republiqueta capaz de bater palmas e dar pulinhos para um ser cujo aspecto mais se assemelha a uma criação de Hanna Barbera, daquelas apresentadas, diariamente, pela Cartoon Network ou qualquer outro canal de TV fechado ou aberto.

Pois é. O que temos por aqui, na verdade, é um “Congresso Nacional da República do Propinistão”. Neste país - nem tão imaginário assim - cada voto de congressista vale passagens aéreas, viagens com a família pela Walt Disney, polpudas contas no exterior, belíssimos automóveis de luxo, luxuosas mansões em qualquer parte do planeta e – o melhor – gastos sem controle.

Na Republiqueta do Propinistão ter um mandato é um verdadeiro “negócio da China”: sombra e água fresca. Nada de dar “um-prego-numa-barra-de-sabão”. Aliás, em alguns casos, chega a ser até uma excelente “mesada” – ainda mais após a tal “reforma política” que definiu a idade mínima de 18 anos para se ter um mandato na Câmara Federal. Pois é, amigo: se você tem alguns trocados, invista no seu menino... Trabalho?! Nem pensar...

Um abraço e até a próxima.
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#Política #Opinião

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