Vida breve, vida: Quatro anos sem Amy Winehouse

Hoje eu dedico este espaço nobre do rádio a uma cantora sensacional. Um fenômeno breve que duro...

Hoje eu dedico este espaço nobre do rádio a uma cantora sensacional. Um fenômeno breve que durou, apenas, 27 anos – o bastante, porém, para contagiar multidões e eternizar o seu nome como um ícone pop da música. Eu estou falando de Amy Winehouse.

Nesta quinta-feira (23) fez quatro anos que a cantora deixou o plano terrestre para habitar num plano superior. Amy, então, passou a integrar o ‘clube dos 27’ – ocupando a cadeira 15, ao lado de outros talentosos músicos mortos aos 27 anos de idade.

Assim como Elvis Presley, Frank Sinatra e Michael Jackson, por exemplo, Amy Winehouse foi um gênio, desses que custam aparecer mudando o curso da história. Sim, ela foi genial. Apesar da carreira relâmpago, a jovem cantora entrou para a história, eternizada.

É de lamentar que seu legado se resuma a dois álbuns de estúdio: “Frank” (2003), que combina jazz, R&B e rap com uma sofisticação impressionante; e “Back to Black” (2006), considerado a obra-prima da cantora. Este último, inspirado no soul dos anos 60.

Dizem que Amy Winehouse tinha material suficiente para, pelo menos, 03 discos inéditos. Além dos dois álbuns de estúdio que citei, ainda resta o álbum póstumo “Lioness: Hidden Treasures” (2011), com 12 temas entre inéditos, canções nunca antes editadas e versões.

Esse disco póstumo apresenta uma versão de “Garota de Ipanema”, inclusive. Mas no geral o álbum é considerado ‘apático’, onde AW aparece menos ‘visceral’. Eis um dos motivos pelo qual esse disco conseguiu uma média de 03 estrelas da crítica especializada.

Além dos discos que abastecem o lucrativo mercado dos ídolos mortos, um documentário acabou de estrear na Europa, contando todas as facetas da vida de Amy Winehouse, de forma crua e real: da ascensão musical ao caminho sem volta do álcool e das drogas.

“Amy”, que tem direção do cineasta Asif Kapadia - o mesmo que dirigiu “Senna” - foi editado a partir de imagens de shows, filmagens caseiras e entrevistas com amigos e familiares da cantora. O filme ainda não tem data marcada para estrear no Brasil.

Amy não foi influente somente na música. Ela ditou moda. Seu estilo, então – o modelo do cabelo, o piercing, as tatuagens nos braços, os vestidos, a maquiagem (com destaque para os delineadores) - se tornou também uma marca registrada da cantora.

Cantora e compositora, Amy Winehouse foi uma branca de alma negra. Uma das minhas preferidas. Apesar de tudo, seu legado é inspirador, dialoga com esta geração e vai de encontro à ‘cultura de segunda ordem’ muitas vezes imposta pela mídia. Obrigado, Amy. #Cultura #Música


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