Citado na Lava Jato, site Brasil 247 avisa que manterá linha editorial

Do Comunique-se A nova fase da operação Lava Jato deflagrada pela Polícia Federal nesta seman...

Do Comunique-se

A nova fase da operação Lava Jato deflagrada pela Polícia Federal nesta semana envolve ao menos um veículo de comunicação. A Editora 247, empresa responsável pelo Brasil 247, foi acusada por Milton Pascowitch, um dos delatores do caso, de receber R$ 120 mil como incentivo para apoiar o Partido dos Trabalhadores. Após a repercussão de reportagens que relacionavam o site com o esquema de corrupção investigado na Petrobras, a direção da página se posicionou. Em nota, as acusações de recebimento de propina foram negadas e a promessa de seguir com a atual linha editorial foi prometida.

"Em decorrência do noticiário desta segunda-feira 3 sobre a Operação Lava Jato, a Editora 247 esclarece que foi contratada pela Jamp, por meio do senhor José Adolfo Pascowitch [irmão de Milton], para a produção de conteúdo sobre o setor de engenharia. Os serviços foram efetivamente prestados, as notas fiscais foram emitidas e os impostos recolhidos como em qualquer transação comercial legal e legítima", afirma a equipe do Brasil 247, veículo de comunicação online que tem o jornalista Leonardo Attuch como fundador e redator-chefe. Na nota, o veículo alega ser "referência na internet brasileira" e afirma que seguirá "pautando-se sempre pela independência, pela pluralidade e pela defesa das empresas brasileiras e dos interesses nacionais".

Na página de comentários do site, internautas se dividiram entre apoiadores e críticos ao 247. Teve gente ironizando a sequência numérica da marca, que faz referência a quem está ligado 24 horas por dia durante os sete dias da semana, com o número do artigo do Código Penal que tipifica o crime de estelionato. "Tem que mudar o nome do site para 171", comentou a leitora Maria Eloisa Nascimento. "Faz o seguinte: publique a matéria dos serviços prestados", cobrou José Antonio Boró. Por outro lado, teve comentaristas que saíram em defesa do 247. "247, não se intimide com o dr Moro e a sua equipe antipetista", escreveu Edu Diniz. "Explicou em poucas linhas. Não acredita quem quiser. Aliás, é a nota deles contra a denúncia 'de boca'", avaliou Emerson Almeida.

A acusação

Segundo reportagem assinada pela dupla Germano Oliveira e Cleide Carvalho e publicada na versão online de O Globo no início da tarde de segunda-feira, 3, o juiz federal Sérgio Moro, que está à frente da Operação Lava Jato, relatou em despacho que Milton Pascowitch afirmou que o dinheiro em questão foi repassado à empresa que controla o Brasil 247 "para dar legalidade ao apoio que o Partido dos Trabalhadores dava ao blog mantido por Attuch". O delator ainda teria dito que não houve nenhum tipo de prestação de serviço por parte da editora responsável pelo site e que mantém provas disso, por meio de contatos via e-mail.

Pedido de prisão

Com a delação premiada de Milton Pascowitch, o Ministério Público Federal chegou a pedir a prisão temporária de Leonardo Attuch, informou a Agência Estado em matéria de Pedro Venceslau e Valmar Hupsel Filho. A solicitação por parte do MP foi negada por Sérgio Moro. O juiz entendeu ser "necessário que a apuração seja previamente aprofundada" para, se for o caso, prender o jornalista.
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