Opinião: Pobre Elba

Por Antonio José de Souza, p rofessor, historiador e Bacharel em Direito Para mim, que fui um aguerrido militante do Partido dos Trabal...

Por Antonio José de Souza, professor, historiador e Bacharel em Direito

Para mim, que fui um aguerrido militante do Partido dos Trabalhadores, nos melhores tempos da minha juventude política e ideológica, é muito desconfortável e desconfortante ter que atestar o fim de uma utopia. É mais ou menos como ter que admitir que um irmão ou um querido filho esteja cometendo ilicitudes.

Quando tento traçar um comparativo e um paralelo entre ilícitos da era Collor e o atual quadro petista, chega a dar dó da Elba, não a cantora Ramalho, evidentemente, nem muito menos a famosa ilha. Refiro-me ao carro supostamente recebido por falcatrua pelo ex-Presidente Collor de Mello, que deu todo aquele escarcéu que, entre outras denúncias, lhe rendeu o impeachment no final de 1992.

Eu sou do tempo em que nós do PT lutávamos por causas nacionais e internacionais das mais nobres. Da época em que o nosso Partido não tinha sequer um vereador em toda a Paraíba. Para nos reunirmos em João Pessoa e Campina Grande, precisávamos fazer uma “vaquinha” para pagar as passagens dos companheiros, inclusive a minha, dos mais diversos lugares e recantos do nosso estado.

Nessa época, recebemos estrelas e destacados nomes do PT nacional, aqui em Guarabira: Lula por diversas vezes, Benedita da Silva, Jair Meneguelli, Vicentinho, Luíza Erundina. Orgulhava-me dizer que jantei com o José Dirceu na churrascaria “A Paraiguara”, em 1988. Hoje assisto a tudo isto com muita tristeza e desencanto.

O PT forjou-se na luta como uma espécie de símbolo contra os desmandos, os ilícitos e toda ordem de corrupção na administração pública em nosso país. Como se diz, “dava gosto de ver” e de ser um entre tantos a colocar mais um tijolinho na construção desta patriótica e destemida agremiação partidária.

Depois de três seguidas, heroicas e fracassadas tentativas (1989, 1994 e 1998), finalmente alcançou o poder máximo, a Presidência do País, em 2002. De lá para cá, deu-se uma sucessão de escândalos: Correios, Mensalão, Petrolão, Eletrolão, BNDES e outros. Propinas, desvios de recursos públicos, enriquecimento pessoal, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e outros tipos criminais, previstos em lei.

Lembrando aquele famoso personagem da TV, “E agora, quem poderá nos defender? ”. Penso que é chegada a hora do nosso país contrariar aquela polêmica frase, de controversa autoria: “O Brasil não é um país sério! ” Avante BRASIL!

Tenho dito!
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#Política #Sociedade

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