A farsa por trás da promessa de uma vida feliz sem sofrimento

Em sua Palavra, Jesus diz que está à porta a bater. Se alguém abrir a porta, então, ele entra e ali...

Em sua Palavra, Jesus diz que está à porta a bater. Se alguém abrir a porta, então, ele entra e ali poderá fazer morada. Eu creio. Você pode conferir isso no livro de Apocalipse 3: 20. Porém, há uma diferença entre o Jesus da Bíblia e o Jesus que muitos estão anunciando por ai.

O Jesus da Bíblia é educado. Não força a porta para entrar. Você decide deixa-lo ou não morar na sua casa. Mas o Jesus que muitos anunciam na mídia - o que promete riquezas, curas e o fim do sofrimento, por exemplo – este sim, força a porta, entra e depois vai embora.

O Jesus que tem sido pregado na televisão, entra na sua casa, engana e toma o que você tem e depois vai embora te deixando sozinho, porque ele é não é o Cristo - o Senhor. É um aproveitador da fragilidade emocional e da ignorância bíblica das pessoas. O povo não lê!

Como cristãos, devemos discernir a intenção de muitos líderes religiosos - padres, pastores, bispos, apóstolos e cantores, por exemplo -, que têm se apropriado de fragmentos bíblicos para alienar, realizando espetáculos e comercializando bênçãos à custa da fé do povo.

O que Roma fez antes em relação as indigências, que teve seu auge no pontificado de Leão X, está sendo feito hoje, porém, por outros segmentos religiosos, parecidos com evangélicos, que querem apenas arrecadar dinheiro com a promessa de 'uma vida feliz sem sofrimento na terra'.

O Deus do céu é Santo. Ele não precisa do meu nem do seu dinheiro para agir em nossas vidas. A atitude de dar dízimos e ofertas é um privilégio de muitos. Entretanto, isso nunca deve ser uma condição para salvação e para conseguir bênçãos ou bens materiais.

Minha é a prata, e meu é o ouro, disse o Senhor dos Exércitos” (Ageu 2: 8)

O Deus de Israel não é movido por dinheiro, por decretos ou por boas obras. Ele é absoluto e, apenas, por sua graça e misericórdia em Cristo, nos ama e abençoa conforme nossas reais necessidades. Não nos dá o que queremos, mas o que precisamos para viver.

Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie; Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas” (Efésios 2: 8 – 10)

Já o Deus da mídia, só abençoa mediante pagamento ou sacrifício, inclusive impondo valores. Quer ver? Basta ligar a tevê para ouvir as propostas de que se você depositar tal valor as portas vão se abrir na sua vida. Pela Bíblia, quem deve abrir a porta é você. Lembra?

Recentemente, o cardeal João Braz de Aviz criticou a postura de alguns padres cantores. Eu acho que ele quis dizer que há muita gente querendo aparecer mais do que Jesus, quando a Bíblia nos propõe a ‘desaparecer’ para que o Cristo apareça (João 3:30). 

Nem tudo nos nossos padres cantores está claro, basta olhar. É preciso voltar ao essencial, questionar o porquê se está ali cantando aquela música na televisão. Qual a razão que me faz estar aqui? É Jesus Cristo? Minha fama? O dinheiro?”, declarou o representante do Papa.

O cardeal está certo. Infelizmente, essa situação não ocorre somente com padre cantores. No mercado da música gospel não é diferente: não falta ‘estrela’, gente cantando heresia inspirada num Evangelho falso e num ‘mundo sem dores’, quando Jesus disse que teríamos aflições.

“(...) no mundo tereis aflições (...)” (João 16: 33b)

A vida cristã é cheia de altos e baixos, de derrotas e também de vitórias, é o que o Santo Evangelho nos mostra. É preciso negar a si mesmo, todo dia, e seguir os passos de Jesus. Quem perseverar até o fim será salvo. (Mateus 24: 13) O caminho é longo, mas não estamos sozinhos.

Porque, se alguém for pregar-vos outro Jesus que nós não temos pregado, ou se recebeis outro espírito que não recebestes, ou outro evangelho que não abraçastes, com razão o sofreríeis” (2 Coríntios 11: 4)

“Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema” (Gálatas 1: 8)

Eu acredito que estamos vivendo os últimos dias, digo os últimos dias da Igreja de Cristo na Terra. Tempos difíceis, sobre os quais Paulo escreveu em sua primeira carta a Timóteo, no capítulo 3. Eu recomendo, então, que você desligue a TV e vá ler a Bíblia.

Ao ler a Bíblia você faz bom proveito de seu tempo e ainda conhece a vontade de Deus para sua vida. É como eu sempre digo no meu programa de rádio: ler a Bíblia não muda o mundo, mas pode mudar a sua vida sem fazer de você um alienado.

Com uma porção diária da Palavra - considerando que ela foi inspirada pelo Espírito Santo e escrita por homens, para homens - você terá o devido discernimento a cerca do verdadeiro Jesus para não ser enganado pelos falsos mestres - gente sem compromisso com Deus.

Hoje é assim: "Quem ontem era servo, agora acha-se Senhor. E diz a Deus como Ele tem que ser. Mas o Evangelho desvenda os nossos olhos e desamarra todo nó que já se fez", como diz a canção. O Jesus da Bíblia não prometeu uma vida feliz sem sofrimento nessa terra.


Portanto, cuidado. Da mesma forma como existem igrejas sérias, que não abrem mão nem negociam a essência das Sagradas Escrituras, existem sérias empresas funcionam como igrejas de fachada, negociando de tudo, inclusive a moral e a fé de muita gente leiga.

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3 comentários

  1. Ótima matéria e percepção... Realmente, estamos vivendo os últimos dias, mas o que nos alegra é a volta de Jesus Cristo... Cremos na Sua soberania sobre tudo!!! Deus abençoe e forte abraço!!!

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  2. Por que certa curiosidade histórica é encarada pela expectativa religiosa como uma cruel agressão a fé? “[...]. Porque não há coisa alguma escondida, que não venha a ser manifesta: nem coisa alguma feita em oculto, que não venha a ser pública”. (Marcos 4: 38-21)

    http://cafehistoria.ning.com/profiles/blogs/paguei-pra-ver

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  3. Por que certa curiosidade histórica é encarada pela expectativa religiosa como uma cruel agressão a fé? “[...]. Porque não há coisa alguma escondida, que não venha a ser manifesta: nem coisa alguma feita em oculto, que não venha a ser pública”. (Marcos 4: 38-21)

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