Com alta do dólar, sobe preço do pão, de remédios e maquiagem; reajustes serão adiados enquanto durar o estoque

Produtos que dependem de mercadoria importada e com estoque de giro rápido como pão, remédio e ma...

Produtos que dependem de mercadoria importada e com estoque de giro rápido como pão, remédio e maquiagem, não têm como adiar o repasse da alta do dólar para o consumidor. É inevitável caso a moeda americana continue em alta.

Os alimentos à base de trigo – incluindo biscoito e macarrão - vêm subindo desde março, quando o dólar ultrapassou a barreira dos R$ 3,00. Nesta terça (22), a moeda americana fechou acima dos R$ 4,00 – sua maior cotação desde a criação do plano Real em 1994.

Nesta quarta-feira, o dólar bateu R$ 4,15 e o Banco Central teve de intervir para conter a escalada da moeda, reduzindo por algum tempo a alta que voltou a ganhar força diante das dúvidas sobre o futuro do Governo Dilma e da crise no mundo.

A implicação de aumento se dá porque grande parte da farinha que se usa no Brasil vem da Argentina e dos EUA, ou seja: é importada e depende do dólar. O aumento médio dos custos é de 5% devido o cambio, conforme Abimap – que representa o setor de massas.

Na indústria farmacêutica, 95% das matérias-primas são importadas. O efeito imediato da alta do dólar será na redução dos descontos ao varejo, considerando também que o Governo autoriza um aumento por ano - já que controla os preços da maioria dos medicamentos.

Os preços de maquiagem e perfumes também devem subir. A valorização da moeda americana reduz drasticamente a rentabilidade das empresas junto a atacadistas e farmácias, por exemplo, tendo como consequência a oferta de menos descontos para o consumidor.

Nesses e em outros setores, os estoques altos, por enquanto, adiarão o repasse de custos para o consumidor. Mas somente enquanto durar o estoque. Assim, porém, que os insumos aumentarem, o negócio vai ficar apertado e refletirá nas compras de fim de ano. #Sociedade #Política

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