O silêncio de Dom Aldo

Atendendo sugestão, a gente expressa aqui um breve comentário sobre a situação do arcebispo da Pa...

Atendendo sugestão, a gente expressa aqui um breve comentário sobre a situação do arcebispo da Paraíba Dom Aldo Di Cillo Pagotto, cujas acusações mais recentes estão a de levar rapazes ao Palácio do Bispo para práticas não recomendadas pela Igreja Católica e a de que religiosos estariam vivendo como casais homoafetivos com seu consentimento.

As denúncias feitas ao Vaticano contra Aldo Pagotto são graves. Tão graves que, se confirmadas, o representante de Roma na Paraíba poderá ser afastado da Igreja: afastado ou desligado por justa causa. Pelo que foi divulgado na imprensa paraibana, o arcebispo já está proibido de ordenar padres e diáconos em sua Diocese.

A Nunciatura Apostólica, embaixada do Vaticano no Brasil, com sede em Brasília (DF), constituiu uma comissão do Tribunal Eclesiástico criado pelo Papa Francisco em Roma e está investigando se as denúncias de que Dom Algo recebia jovens para visitas intimas na residência episcopal são verídicas ou se não passam de boatos.

Por enquanto, como as investigações ainda não foram concluídas pela Santa Sé, Dom Aldo reza em silêncio. Seguindo orientação de seus advogados, o sacerdote tem evitado se pronunciar sobre o assunto. E conforme a Comunicação da Arquidiocese, Pagotto cumpre normalmente sua agenda como arcebispo e sua atividade presbiteral.

O que é fato e não precisa, necessariamente, de investigação é que Dom Aldo tem sido muito incoerente em suas posições, como a de proibir que padres se envolvam em política partidária, quando ele mesmo, embora também seja um cidadão comum, vive de politicagem nos bastidores do poder, dividido, muitas vezes, entre Deus e o Diabo.

Há quem diga ainda que o arcebispo da Paraíba tenha beneficiado alguns dentro da Igreja, isoladamente e por acepção de pessoas, e perseguido sacerdotes como o padre e deputado federal Luis Couto (PT) e frei Anastácio, que também é deputado estadual, por ambos divergirem de algumas de suas posições políticas, por exemplo.

Como escrevi antes aqui no blog, eu acho que padres e pastores devem evitar a política partidária, salvo, quando houver risco à doutrina da fé cristã, por exemplo. Fora disso eu sou contra. Se a ‘Eclésia - Igreja’ tem a ver com “povo separado”, eu entendo que o sacerdote também é alguém separado para uma missão: anunciar o Evangelho.

Quando presbíteros se licenciam de seu ministério por causa de política, a meu ver, torna vulnerável e duvidosa sua vocação - com exceções. No entanto, é necessário que a igreja tenha representantes que defendam uma política mais decente - desde que guardem a sã doutrina e que a campanha pelo voto aconteça longe do altar do Senhor. #Sociedade #Política

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