“Paredões de som”: diversão ou manifestação de ignorância humana?

Como se não bastasse o insuportável barulho de carros de som em dias de feira-livre no centro e b...

Como se não bastasse o insuportável barulho de carros de som em dias de feira-livre no centro e bairros de Guarabira (PB), por exemplo - e acredito que em muitas outras cidades - também temos suportado o som ensurdecedor de “paredões”- que para mim não é divertido, mas um exemplo claro da ignorância de ‘playboys’, de gente mau educada de gosto musical duvidoso que frequenta áreas centrais do município, principalmente à noite e aos finais de semana.

É um absurdo ir a um restaurante ou pizzaria da cidade, por exemplo, e, ao sentar à mesa com amigos, ter de conviver e se conformar com a imposição de alguém lá fora que acha que somos obrigados a ouvir aquilo que, naquele momento, é reproduzido em seu “paredão iluminado”. O barulho desses ‘paredões’ incomoda, atrapalha a conversa e, ainda por cima, pode provocar sérios problemas de saúde, como traumas e perda auditiva induzida.

Este é um assunto sério sobre o qual eu já escrevi. E por entender que é um assunto de interesse público, eu volto a abordar esse tema buscando chamar a sua atenção. E também gostaria de encontrar um vereador de coragem, que se posicionasse criando ou ampliando uma lei que regule o uso desses ‘paredões’ em via pública na cidade de Guarabira.

Os carros de som ainda são úteis ao comércio, eu sei. Uma parte deles eu observo que roda legalmente e faz propagandas de acordo com os limites de decibéis (dB) permitidos por Lei. Outros, no entanto, abusam do nível sonoro pelo simples fato de não haver punição.

Porém, a meu ver, os “paredões” em nada contribuem com a sociedade: senão para fazer barulho e tirar o sossego de muita gente no campo e na cidade. E contra o uso irregular de “paredões” em espaços públicos, até o momento, a população não tem para quem apelar.

O órgão fiscalizador responsável por aferir a intensidade do som reproduzido em via pública é a Superintendência de Administração do Meio Ambiente (SUDEMA), que em Guarabira deixa a desejar. Aliás, existe escritório da SUDEMA em Guarabira? 

E o fato de ligar um ‘paredão de som’ - no volume máximo - em finais de semana ou feriados, por exemplo, não justifica o crime ambiental. Sim! O uso desse tipo de sistema de som acima dos decibéis permitidos é crime.

Num país decente, evoluído e sério, essa disputa de potência de som em vias públicas feita entre alguns palerma - com as devidas exceções -, não seria tão tolerado como acontece por aqui - nem pelo povo e muito menos pelas autoridades competentes. 

Num mundo civilizado e consciente dos seus direitos e deveres, sujeitos com esse perfil - de perturbador da ordem pública - seriam excluídos do convívio social pela sua insanidade, e, em muitos casos, advertidos, punidos ou julgados por seus atos inconsequentes.

Embora estejamos no Brasil, onde a vida para muitos só tem sentido quando há farra, barulho, desordem e corrupção, a gente precisa ter a atitude de provocar os meios de justiça ao nosso alcance e buscar deles os nossos direitos. A população precisa ter atitude em relação a isso.

Eu não estou sendo contra o uso dos “paredões”: desde que seus proprietários não os usem para perturbar a ordem pública. Quem quiser demonstrar a potência do seu módulo de som, que o faça: isoladamente com sua tribo, distante do convívio social civilizado#Sociedade

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