Influência tem preço. E em Guarabira incoerência tem nome

O que faz uma pessoa em sã consciência mudar de opinião rapidamente? E o que leva alguém a mudar de opinião duas vezes em tão pouco espaç...

O que faz uma pessoa em sã consciência mudar de opinião rapidamente? E o que leva alguém a mudar de opinião duas vezes em tão pouco espaço de tempo? A política responde. Foi assim com o promotor de eventos Carlos Madson, que até um dia desses era aliado do prefeito de Guarabira (PB) Zenóbio Toscano (PSDB).

Ocorre que, após ter sido expulso por ZT de sua gestão por justa causa, o aspirante a vereador resolveu tentar a vida no bloco do governador Ricardo Coutinho (PSB) em Guarabira. Demorou para ele ser aceito no ‘jardim dos girassóis’. Ciente dessa situação, Madson teve a ideia de ‘detonar’ o grupo em entrevista no rádio, até que ganhou um emprego no Estado.

Hoje, como integrante dos “girassóis” que ele chamou de mercenários e cuja prática política comparou aos escândalos da Lava Jato, Carlos Madson, que também definiu o PSB de Guarabira como ‘câncer’ da política local, embora fazendo parte da legenda, parece que foi “curado do câncer ideológico” e atua pelo bloco socialista contra a gestão de Zenóbio.

É um direito que assiste a cada um escolher o melhor para si. Entretanto, parece que, dessa vez, Madson não teve muita sorte: lhe restou tomar uma dose do ‘chá de cale a boca, companheiro!’, aceitando denunciar os desmandos da atual gestão municipal e ‘cutucar’ o Gato Preto com a vara curta, por, apenas, um salário mínimo, como gerente do Sine/Guarabira.

Eu costumo dizer que há quem tenha preço e há quem tenha valores. Os valores são fundamentos para o crescimento como pessoa e também como profissional. Quem tem valores não muda de opinião do dia para a noite, não troca Jesus por Jusué tão facilmente. Quem tem valores não se vende como mercadoria barata. Isso fica para quem tem preço.

Com um salário de R$ 788,00, conforme o jornalista Antônio Santos, Carlos Madson fez uma denúncia grave contra o governo municipal. No final de semana ele flagrou uma máquina da Prefeitura de Guarabira executando um trabalho em terreno particular, o que não é permitido. A denúncia continua repercutindo negativamente contra a atual administração. 

Na segunda-feira (05), o “marqueteiro do PSB” de Guarabira voltou ao local onde a máquina estava sendo usada, porém em horário de expediente, às 9h30, para apelar politicamente contra ZT. Isso também não é legal! Independente de quanto ganhe como diretor do Sine, Madson está sendo pago com dinheiro público, portanto ele tem o dever de dar expediente. 

Há quem diga que o agenciador de bandas já perdeu o crédito junto à população de Guarabira. Primeiro: por ter chamado o PSB municipal de câncer e, de uma hora para outra, ter mudado de opinião. Segundo: por hoje estar a serviço do 'girassol', sendo beneficiado por quem, um dia, ele chamou de 'políticos mercenários'. É muita incoerência para uma pessoa só. 

Nunca na história de Guarabira alguém perdeu a moral política em tão pouco tempo. Se influência tem preço, incoerência tem nome e a gente pode concluir: Carlos Madson não tem moral nenhuma para denunciar quem quer que seja. Parece que o que lhe restava de influência também foi "vendida" para uma terceira força que, conforme ele mesmo, não existe. #Política

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1 comentários

  1. Ikeda, você também mudou da água pro vinho quando passou a receber uma miséria de ZT. Coerência é seu sobrenome.

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