A plenária dos contracheques

Na tarde deste domingo (08) aconteceu a tão anunciada e aguardada plenária do Partido Socialista ...

Na tarde deste domingo (08) aconteceu a tão anunciada e aguardada plenária do Partido Socialista Brasileiro de Guarabira (PB) para lançar pré-candidatos a prefeito e vice-prefeito de Guarabira pelos “girassóis” nas eleições de 2016. Apesar dos convites, a população de Guarabira, mais uma vez, não compareceu. A festa estava bonita, que o diga o povo do contracheque - que ocupou o ambiente. Isso é normal. Eles mesmos admitem.

A ausência popular se dá, talvez, pelo que a imprensa local tem divulgado: que lideranças ‘girassóis’ têm se beneficiado do poder público estadual deixando de lado os apelos e interesses da população guarabirense para assistir, apenas, o povo de casa. Além disso, as “brigas” internas, tão evidentes entre integrantes desse bloco político, revelam que o ‘jardim dos girassóis’ de Guarabira, por enquanto, está meio dividido. Eles negam.

Se há divisão, logo não há consenso. E sem consenso fica difícil lançar um nome que, realmente, represente “o novo” e cresça no gosto popular. Afinal, o que há de novo na política de Guarabira a não ser o nome de Deda Claudino, do PMDB; e do professor Belarmino Mariano, do PSOL? Gente, o bloco dos ‘girassóis’ é formado por veteranos na política local - dissidentes de Paulino e Toscano, em sua maioria. E isso eles não têm como negar.

Só existe novo, no bloco ‘girassóis’, na mente de quem está sendo pago para reforçar essa ideia. Os votos de Beto Meireles - para prefeito - são do PSDB de Zenóbio Toscano, por exemplo, – assim como os de Josa da Padaria, até então, são do PMDB de Roberto Paulino. Se os dois não têm a devida influência para convencer o governador a investir em Guarabira, imagine, então, eleger uma chapa que derrote as duas forças políticas do município (!).

Eu não estou subestimando a força do socialismo guarabirense. Tudo é possível nesse jogo político. No entanto, vencer as eleições de 2016 propondo “mais do mesmo”, no meu ponto de vista, vai ser tão duro quanto a tal “madeira de lei que cupim não rói”, parafraseando o competente Célio Alves, secretário executivo do Estado. E o povo sabe disso, tanto que não participa dos eventos e ações do "40". Definitivamente, nem todos são girassóis.

O público presente na plenária de ontem se resumiu a aliados do governador Ricardo Coutinho (PSB). E nem todos foram! Alguém viu o empresário João Rafael por lá? E Jarbas? E Raminho Talibã? Na boca de muitos 'girassóis', inclusive, JR não presta mais. Se uma grande parte dos participantes era de familiares de integrantes do bloco ‘girassóis’, a outra veio de fora para preencher o espaço no recinto. Quase todos, porém, têm contracheque no Estado.

Nenhum integrante do PSB de Guarabira fez o programa político na Rádio Rural AM na tarde deste domingo. A plenária também não teve cobertura. Não deram qualquer satisfação. Ou os 'girassóis' abandonaram o horário ou JR quis mostrar quem manda na emissora - lembra da 'foto da discórdia'? O locutor do horário – coitado! – ficou lamentando e ainda chegou a dizer que a plenária do PSB não foi tão organizada assim como era esperado. Estranho, não?

A plenária começou tarde e terminou cedo. É que dos muitos nomes que as lideranças do bloco ‘girassóis’ diziam ter para lançar como pré-candidatos em Guarabira, dois veteranos poderão ir para o sacrifício: Beto Meireles e Josa da Padaria - não necessariamente nessa ordem. O primeiro já foi derrotado 02 vezes nas urnas. O outro, pelo menos, chegou a ser prefeito com os votos do PMDB, porém teve suas contas reprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado. É essa a nova proposta do PSB para Guarabira?

Quatro nomes, na verdade, foram lançados: Beto, Josa, Gilson Cândido e Coronel Alencar. Embora estejam no mesmo bloco, nem todos são 'girassóis'. Conforme Raminho Talibã, aliado de primeira hora do governador RC, "nesse meio tem os verdadeiros, os genéricos e os falsos girassóis". Os dois nomes que disputarão a eleição só serão confirmados em janeiro, após uma pesquisa de satisfação - e se a rejeição a todos os nomes não chegar a 100%. #Política  

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