Coluna do Eliabe: Brasil, um país de muitos amores, sabores, cores, filhos e noras

Por Eliabe Castor de Castro, jornalista O Brasil não tem cor, raça, religião ou etnia definida....

Por Eliabe Castor de Castro, jornalista

O Brasil não tem cor, raça, religião ou etnia definida. O meu país foi parido por todos, sendo acalentado em naus, berços europeus, canoas, senzalas, redes, casas grandes, açoites e no doce sincretismo religioso. O Brasil veio à luz a fórceps, caindo de cara no chão como Macunaíma; e sendo observado numa moita por Gilberto Freyre. Ah Gibertinho danado! Não aguentou e deu uma “gaitada” daquelas que só Dito poderia dar nas ladeiras de Salvador, onde “Capitães de Areia” brincam com Orixás e búzios no universo fantástico de Jorge Amando.

Por falar em Amado, veio o amor que nutro pelo do Sul do país. Do “Tempo e o vento” daquelas plagas. De um Tempo e um vento construídos tão lindamente por Érico Verríssimo. De um vento transportado nas algibeiras de um garoto de calças curtas. Um guri que entregou a Chico Buarque a ventania da poesia. Uma brisa forte dedilhando um violão disforme e etéreo, quase celestial.

Vai Chico, Vai! Dedilha e entrega a canção ao amigo Silva. Sim, Silva! Pois nada mais brasileiro que esse sobrenome. Nada mais belo que essa mistura chamada Brasil. Nada mais lindo que o Festival de Parentins ou o São João Paraibano. Nada mais impressionante em “Terra Brasilis” que a Amazônia e o sorriso da onça. Nada mais plural que as igrejas de Minas e o talhar do martelo mágico de Aleijadinho. Um martelo bem mais poderoso que o de Thor.

Nada mais Brasil que os pantaneiros e as belezas do Planalto Central e o Sertão nordestino. Brasil, mostra a tua cara! Ensina ao mundo que um judeu pode beijar o rosto de um mulçumano. Abre teu coração e exibe a união e a beleza de um cristão frequentando uma casa de candomblé, uma Sinagoga, uma Mesquita um Lar Espírita, pois somos livres de compromissos religiosos, uma vez que temos o amor como marca maior dessa Nação.

E se alguém duvidar que não somos iguais, vá até o “Barbeiro de Servilha,” pegue a navalha com o fio mais afiado que encontrar e corte a palma da sua mão. O sangue virá vermelho, não azul ou verde. E lembre-se: temos um só DNA!

Esse simplório texto, mas escrito de coração, é uma homenagem ao meu
filho, Mikhael Bitencourt e sua namorada, Fernanda Moreno. Amo-os!



Contato com o autor: eliabe.castor@hotmail.com

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