Conta de luz deve subir

Por  Simone Kafruni, do Correio Braziliense As outorgas exigidas pelo governo no leilão de 29 hidrelétricas em operação, que garantiram...

Por Simone Kafruni, do Correio Braziliense

As outorgas exigidas pelo governo no leilão de 29 hidrelétricas em operação, que garantiram R$ 17 bilhões aos cofres públicos, vão custar caro para os consumidores. As distribuidoras de energia devem pedir revisões tarifárias para compensar o maior custo pago às usinas. A afirmação foi feita pelo presidente da Associação Brasileira de Distribuidoras de Energia Elétrica (Abradee), Nelson Leite, durante evento da organização, para o qual o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, foi convidado, confirmou presença, disse que se atrasaria, mas ao qual acabou não comparecendo.

Segundo Leite, o valor do megawatt/hora vai passar de pouco mais de R$ 30 para R$ 125. “As empresas que farão a revisão anual daqui para a frente devem incluir esse custo a mais nos pedidos de reajuste. Agora, aquelas cujas datas estão distantes talvez não consigam suportar o desequilíbrio por tanto tempo e podem solicitar uma revisão tarifária extraordinária (RTE)”, explicou.

Esse é o caso da Light, distribuidora do Rio de Janeiro. O presidente da companhia, Paulo Roberto Pinho, disse que ainda precisa analisar a elevação dos custos. “Vamos trabalhar um ano ainda até a revisão normal. Se for necessário, vamos recorrer à RTE”, afirmou. Leite destacou que não é possível saber de quanto será o aumento nas tarifas. “Isso depende dos contratos de cada distribuidora”, explicou. Ele ressaltou, porém, que serão mais afetadas as companhias com contratos com as maiores hidrelétricas, Ilha Solteira e Jupiá.
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