Caos na UPA de Guarabira

A gente termina o ano com uma constatação: de que ‘a política do novo’, tão anunciada pelo bloco ...

A gente termina o ano com uma constatação: de que ‘a política do novo’, tão anunciada pelo bloco girassóis para o município de Guarabira (PB), não passa de ilusão. Mera ilusão. Falam que têm uma proposta nova, mas, na prática, o que se observa é uma tamanha falta de prestígio junto ao Governo do Estado e de atitude junto à população.

Em pleno final de ano, a população é surpreendida com o anúncio de paralisação por parte de médicos que atendem na Unidade de Pronto Atendimento de Guarabira. O protesto, que é legítimo e acontece desde sábado (26), é por falta de pagamento e, sobretudo, condições de trabalho. Apenas atendimentos de urgência e emergência estão mantidos.

Se não há a devida condição de trabalho na unidade hospitalar, não haverá qualidade no atendimento. E sem pagamento, os médicos não têm obrigação de continuar atendendo. Da mesma forma os técnicos. Faz três meses que os médicos da UPA não recebem salário, conforme o que fora publicado na imprensa. E os demais funcionários, quase dois meses.

Dizem que o Governo do Estado tem feito sua parte, empenhando o valor para o pagamento da folha de pessoal. Porém, tem sido omisso em não acompanhar e pressionar a Associação Brasileira de Beneficência Comunitária (ABBC), que administra a UPA de Guarabira, para que faça os repasses aos profissionais e pague aos fornecedores.

É uma vergonha que isso aconteça num Governo que se diz sério e afirma estar atento aos apelos da população paraibana. O que o senhor Gilson Cândido tem a dizer, como aliado do governador Ricardo Coutinho (PSB), diretor daquela unidade hospitalar e pré-candidato a prefeito de Guarabira? De quem é a culpa por esse caos administrativo na UPA?

A população merece uma resposta. E não era necessário que a imprensa cobreasse um esclarecimento, pelo menos, da parte dos que representam o Governo e, principalmente, do ‘girassol’ que dirige a UPA de Guarabira – afinal, muito se tem ocupado espaço no rádio para vender a ideia do novo. Do novo que não existe no bloco dos 'girassóis'. #Política 


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