Coluna do Eliabe: As sombras do Congresso e três paraibanos que livraram Cunha da degola

Por Eliabe Castor, jornalista  Venham sombras, venham de formas languidas iluminarem esse ambiente, pois Quincas já morreu e não há á...

Por Eliabe Castor, jornalista 

Venham sombras, venham de formas languidas iluminarem esse ambiente, pois Quincas já morreu e não há água para beber nesse latifúndio, muito menos no velório. Venham e tragam a paz para os vivos e uma “caninha” para o defunto, pois todos querem bebê-lo. Beber o morto acompanhado por um triste fado. O fado negro das donzelas de Coimbra.

Venham sombras, cheguem mais perto! Não tenham medo desse corpo encarnado e vestido de pecador, pois sou incapaz de jogar a noite ou dia sobre vocês. Venham minhas amigas, uma vez que Diógenes, o Cínico, já vendeu seu barril a um bêbado e quebrou sua lamparina por não encontrar virtudes entre os seres humanos. Mas venham, venham mesmo! Só não cheguem mascando fumo, pois ele é a véspera do escarro. E quando se aproximarem, espiem pela fechadura. Vejam se há uma luz no seu final, pois visão não tenho. Sofro de uma doença degenerativa chamada “Ensaio sobre a Cegueira”.

Doces sobras, aqui revelo um segredo, mas ao contar, que ele não ultrapasse a esquina dos boatos. Preparadas para a audição? Pois bem: farei consulta a determinado médico. Não qualquer um, mas a José Saramago. Ele é especialista no assunto e posso me curar, disse-me uma cartomante.

Quem sabe, sombras, não ganho o Nobel de Economia explicando como alguém consegue viver com menos de um salário mínimo?. Na pior das hipóteses, não haverá premiação e sim um convite.Um convite para o patíbulo do Congresso e, de lá, apagarem minhas palavras, sonhos e pensamentos nas ondas da história.

Porém, sombras amigas, escapando do enforcamento e reinventando a visão; buscarei com Cervantes salvar milhões de brasileiros que vivem em estado vegetativo. Todos, sem exceções, têm sondas nas goelas. O motivo desse paliativo hospitalar é óbvio: os pacientes precisam de tal artifício para ingerir tamanha quantidade de lama; e não me refiro a advinda de Mariana. Falo de uma mais específica e virulenta.

Uma lama com dejetos vindos de Brasília. Dejetos sem tratamento e que somos obrigados a bebê-los. Dejetos lançados ao sabor da maré numa lama espúria posta nas privadas públicas dos nossos governantes. Isso mesmo. Aqueles que confiamos o Brasil em mãos hoje sujas nos entopem de lama.

E por falar em governantes, lembrei dos peemedebistas paraibanos Manoel Júnior e Hugo Motta , além de "Wellington Roberto" (PR-PB), que estão livrando da degola, até agora, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha. É lama, sombra e grana que não se acabam mais!

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Contato com o autor: eliabe.castor@hotmail.com


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