Coluna do Eliabe: Um Natal muito esquisito para Papai Noel

Por Eliabe Castor, jornalista O menino espiou pela janela e observou que a neve estava quase ...

Por Eliabe Castor, jornalista

O menino espiou pela janela e observou que a neve estava quase cobrindo sua pequena casa de madeira. Esse “fenômeno” é algo típico nos países nórdicos, principalmente na terra de Santo Claus; onde certo velhinho rechonchudo vive com sua adorável esposa, nove renas encantadas e centenas de elfos mágicos que os ajudam a encher sacos e mais sacos de brinquedos destinados às crianças do mundo inteiro, principalmente as que obedeceram a seus pais, têm dinheiro e cometeram poucas traquinagens nas “ladeiras” da vida.

A estorinha é “bonitinha” e inocente, até saber das distorções cometidas, como as vestimentas do santo, que eram verdes, mas foram mudadas para o vermelho e o preto a fim de “satisfazer” a Coca Cola no início do século 20. Mas, como homem bom que sou, o Papai Noel “existiu” e vou contar um pouco da sua história. Tratava-se do arcebispo de Mira, hoje Turquia, no século IV. E ele realmente costumava ajudar os mais pobres, e não os ricos. Hoje a inversão de valores está posta na mesa dos nossos lares; inclusive dentro dos perus que avisam quando estão prontos e os bons espumantes. A velha e boa Sidra de maçã só para o pessoal da classe “J”.

E é aí que a estória e a história se confundem num novelo entre fios enrolados de lã e ouro, cujo fim e o início ninguém sabe onde começa e termina. E sou eu que terei que desconstruir tantos sonhos. Será a minha pessoa o “correio da má notícia”. Primeiro: mesmo se Papai Noel existir ainda hoje, raramente voará nos céus de boa parte do Oriente Médio. Como cristão que é, o bom velhinho não quer ver seu trenó abatido para, no dia seguinte, o Estado Islâmico divulgar sua decapitação.

As renas jamais irão para os países do terceiro mundo, ou os emergentes que afundam; como o Brasil, por um simples motivo: medo de serem devoradas pela massa faminta. Na Ásia, os problemas seguem. Russos e Chechenos não se entendem. É prudente evitar esses espaços aéreos, como os da Coréia do Norte, Sul (a Síria é um caso à parte). Mísseis balísticos costumam “passear” nessas regiões.

Qualquer zona de conflito vale ser evitada. No Japão, todo cuidado é pouco, pois eles voltaram a pescar baleias. Vai que um arpão daqueles acerta o veículo Santo Claus. Haverá uma grande busca no Mar Amarelo para achar o gordinho. Com uma população de maioria budista, a mídia internacional dirá que o “abate” foi intencional, podendo dar início à terceira guerra mundial.

Mas o bacana eu deixei para o fim. Imagine Rodolph, a rena do nariz cintilante, no Congresso dando coices e patadas nos parlamentares? Quem seria mais civilizado? O cervídeo ou “nossos” congressistas? E quais seriam os presentes de Natal para os “danadinhos” Eduardo Cunha e Renan Calheiros? Caneleiras eletrônicas? Por fim, o que Temer dará a Dilma no amigo secreto? (Temer não acredita em Papai Noel e em boa parte dos peemedebistas). Uma dica: outra carta o visse poder enviar, só que desta vez com antraz. Bom, isso é só uma estória, nada com a realidade. E está tudo bem. Ah, e eu acredito em Papai Noel. E você?

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