O que pensam os presidentes da OAB paraibana sobre o impeachment de Dilma?

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Do Polêmica PB

O presidente da Ordem dos Advogados da Paraíba, Odon Bezerra, revelou na tarde desta quarta-feira, 16, que apoia o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Em entrevista exclusiva ao Polêmica Paraíba, o advogado afirmou que há “motivos de sobra” para a saída da petista do Palácio do Planalto.

“Pessoalmente, acredito que o impeachment é um processo natural diante de tudo que o Brasil vem passando, não é só pelas pedaladas fiscais, o envolvimento de pessoas do governo em esquema de corrupção na Petrobrás e a Lava Jato é um sinal muito importante”, explicou.

Odon afirmou ainda que a trama é muito comprometedora e disse que é importante investigar e punir as irregularidades.

Questionado sobre as manifestações contra e a favor da presidente, Odon disse que os movimentos são legítimos e que os brasileiros têm o direito de sair às ruas para defender seus pontos de vista acerca do atual momento político. Ele informou, entretanto, que não participa de manifestações.

O que diz o presidente eleito?

O advogado e professor universitário Paulo Maia, presidente eleito da OAB paraibana, não definiu seu posicionamento acerca do impeachment de Dilma Rousseff e alegou não estar inteirado sobre as minucias do processo.

“Meu posicionamento pessoal, é que o processo deve seguir o devido rito legal, onde seja assegurado o direito de defesa da presidente Dilma Rousseff; espero que o processo seja o reflexo do que foi apurado, e não o clamor das manifestações populares”, disse Maia.

Ele afirmou ainda, em entrevista ao Polêmica Paraíba, que “havendo infringência da lei, a presidente deve ser punida”.

O presidente eleito apontou ainda que Eduardo Cunha (PMDB) tem usado a abertura de processo contra Dilma como retaliação a investigação de sua conduta no Conselho de Ética da Câmara Federal.

Paulo Maia explicou ainda que há duas correntes acerca do julgamento, “uma delas defende que as contas da presidente sejam analisadas no Congresso antes da realização do processo de impeachment, mas a outra diz que não precisa julgar as contas da presidente porque já há provas de irregularidades cometidas por Dilma Rousseff”, explicou.

Ainda assim, Paulo Maia disse que é importante acompanhar o andamento do processo, já que ainda está sendo iniciado e é preciso apurar os fatos. “A comissão ainda não foi instalada e o STF está definindo hoje o rito que o processo vai seguir”, pontuou.

Sobre as manifestações populares, Paulo Maia disse que os movimentos são legítimos, “uns entendem que ela cometeu crime de responsabilidade e outros entendem que não, é a democracia”, finalizou.

O presidente eleito disse que vai acompanhar o processo e depois posicionar-se-á sobre o caso da petista.
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