Coluna do Eliabe: Um país chamado desordem e a força constitucional dos militares em "tomar" o poder sem golpe, tiros ou baionetas

Por Eliabe Castor, jornalista Senhores e senhoras, meus pobres neurônios não conseguiram proc...

Por Eliabe Castor, jornalista

Senhores e senhoras, meus pobres neurônios não conseguiram processar tantas informações. Ajudem-me! Eu fui para a "siesta" após o lanche da tarde e, ao acordar, o cenário político do país havia mudado. Foi como se um jihadista jogasse sobre minha "tété" uma bomba das mais devastadoras que o Estado Islâmico possui.

Não escreverei o Tratado de Tordesilhas, não é meu propósito hoje. Serei breve! Mas analisem comigo: um presidente do Senado, no caso em pauta Renan Calheiros (PMDB-AL) , que está sendo investigado pelo Supremo, pois recai sobre ele suspeitas da prática dos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro tem condição moral, ética e política para se manter no cargo? Pergunto e respondo: tem, pois há uma palavrinha mágica em Brasília. Fisiologismo.

Prosseguindo a nau à deriva, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que preside a Câmara Federal a fórceps, na eminência de ser cassado por seus pares por quebra de decoro parlamentar, e ainda respondendo a uma ação no STF, tem a moral necessária para conduzir os trabalhos daquela Casa? Não; mas continua no “trono” graças a uma blindagem em torno do seu nome, cujos principais articuladores, vergonhosamente, são da Paraíba.

Figuram como “advogados do diabo” os deputados peemedebistas "Manoel Júnior "(PMDB) e "Hugo Motta" , além de "Wellington Roberto" (PR-PB). Para completar meu despertar vespertino em cinquenta tons de cinza, soube que, em suposto ato de retaliação, o senhor Eduardo Cunha autorizou o processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.

Tudo isso fundiu meu senso lógico. Suponho que até o pai da lógica ocidental, Aristóteles, tenhas ficado atordoado com tantos piparotes numa só tarde. Seguindo minha linha de raciocínio rasa, nos restou, apenas, o Judiciário como o último paladino. O último bastião da moralidade. A Bastilha não pode cair. E que ele faça jus ao poder delegado pelo povo, antes que as Forças Armadas “decidam” colocar em prática o artigo 142 da Carta Magna, que diz:"...destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem”.

Em outras palavras: Marinha, Exército e Aeronáutica podem "tomar" o poder sem caracterizar golpe, pois a Constituição garante tal feito num país em convulsão, e o nosso está bem próximo. E para não dizer que não falei das flores, todos têm direito à ampla defesa e ao contraditório, uma vez que ainda somos uma Nação democrática.
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