Os limites da senhora liberdade

Não confunda liberdade de expressão com liberdade de imprensa. São coisas distintas. Isenção tam...

Não confunda liberdade de expressão com liberdade de imprensa. São coisas distintas. Isenção também é diferente de imparcialidade, sabia? Da mesma forma, há diferença entre colegas e amigos. Eu quero amigos. E é sobre isso que eu volto a escrever aqui no blog.

Como cidadão brasileiro, eu tenho o direito de me expressar livremente. É um direito constitucional. Um direito que me assiste. E como profissional de imprensa, eu posso usar um veículo de comunicação para reportar e emitir opinião. A Constituição me garante.

A liberdade, no entanto, tem seus limites. Sim, liberdade tem limites! O meu direito termina onde o direito do outro começa, por exemplo. Isso pode ter a ver com hierarquia. E vale tanto para quem faz uso da liberdade de expressão quanto para liberdade de imprensa.

Como comunicador, eu não sou imparcial. Ninguém é. Quando uma pessoa nasce ela vem com uma tendência. Como pecadores, somos naturalmente inclinados para o mal. É possível evitar o pecado e buscar ser uma pessoa melhor, eu sei. Mesmo assim, somos propensos ao pecado.

Se você tem um time de futebol, uma religião ou um partido político pelo qual você simpatiza, por exemplo, sua imparcialidade se torna duvidosa. Questionável. Ou não? Assim, então, somos quase todos - para não generalizar - parciais no convívio social. 

Imparcialidade é utopia. Isenção, não. Como profissional de imprensa, no pleno exercício do meu ofício no rádio e no blog, tenho procurado ser livre, dentro dos limites, com a maior isenção possível – ciente de que não vou convencer e agradar todo mundo. Ninguém agrada. 

Apesar das limitações e da parcialidade que nos caracteriza e diferencia um do outro é possível e necessário agir com limites de liberdade e a devida isenção, sobretudo na imprensa. Ser isento é não omitir e dar a notícia como ela é - sem editá-la conforme interesse individual.

Isenção é, simplesmente, falar a verdade sem interesse - salvo interesse comum.

Uma notícia pode ser editada mediante o ponto de vista de alguém, como ser publicada isenta de interesses. Nas duas situações é possível opinar, sem, necessariamente, ter compromisso com a verdade – a opinião depende, apenas, daquilo em que se acredita.

Eu tenho emitido opinião - no rádio e no meu blog. Estou ciente de que agrado e desagrado. O que eu não quero é comprometer minha credibilidade, meu emprego e minhas amizades por conta de posições políticas ou pessoais. Tudo passa. A vida segue e a roda gira.

Sou livre. Livre para pensar antes de agir, para comprometer a verdade ou publicá-la com isenção. Não sou imparcial, pois minha liberdade de expressão e de imprensa tem limites, inclusive na empresa. Afinal, eu não sou dono de rádio para criar minha própria linha editorial.

Liberdade sem limites causa prejuízos e divisão. No meu blog eu exerço a liberdade que não tenho no rádio - consciente de que devo considerar os amigos, independente de opiniões. E quem é meu amigo vai entender que liberdade é isso. E esse é o limite. #SintoniaFina #Comunicação #Política 

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