Manifestantes pró-Lula agridem jornalistas durante ato na Paraíba

Do Mais PB Petistas e sindicalistas que realizam manifestação contra as ações da operação Lava...

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Petistas e sindicalistas que realizam manifestação contra as ações da operação Lava Jato, nesta sexta-feira (04), que resultou na condução coercitiva do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva (PT) para depor na Polícia Federal, agrediram jornalistas, durante ato no Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações do Estado da Paraíba (Sinttel-PB), localizado na avenida Rodrigues de Aquino, centro de João Pessoa.

De acordo com o repórter Albermar Santos, da MaisTV, canal de vídeo doPortal MaisPB, que cobre o ato, jornalistas foram impedidos de entrar no auditório do Sinttel e agredidos fisicamente. A MaisTV tem imagens da agressões.

Os manifestantes culpam a imprensa pelas denúncias de corrupção contro o governo do PT.

Mais cedo, em contato com a reportagem do Portal MaisPB, o presidente estadual do PT na Paraíba, Charliton Machado, disse que vários movimentos sociais e partidos participariam do protesto (CUT, CPP, MST, PT, PC do B).

Ele também classificou a condução coercitiva de Lula para depor na Polícia Federal como uma tentativa de destruir a imagem do ex-presidente, pelo fato dele ser pré-candidato em 2018.

“Desde de sábado, quando ele lançou a pré-candidatura começaram a tentar destruir sua imagem. A matéria da Istoé e mentirosa. Se acham que vão tirar Lula em 2018, estão enganado. Em 2018, será com Lula”, afirmou.

A manifestação está sendo organizada para todo o Brasil.

Operação

A Operação Lava Jato, que começou em março de 2014 e investiga um esquema bilionário de lavagem de dinheiro e evasão de divisas, chegou a 24ª fase nesta sexta-feira (4). Segundo a Polícia Federal (PF), a operação ocorre na casa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em São Bernardo do Campo, e em outros pontos em São Paulo, no Rio de Janeiro e na Bahia. O Instituto Lula também é alvo da ação da PF.

Investigações

De acordo com o Ministério Público Federal (PMF), a ação foi deflagrada para aprofundar a investigação de possíveis crimes de corrupção e lavagem de dinheiro oriundo de desvios da Petrobras, praticados por meio de pagamentos dissimulados feitos por José Carlos Bumlai e pelas construtoras OAS e Odebrecht ao Lula e pessoas associadas.

Há evidências de que o ex-presidente recebeu valores oriundos do esquema Petrobras por meio da destinação e reforma de um apartamento triplex e do sítio em Atibaia, da entrega de móveis de luxo nos dois imóveis e da armazenagem de bens por transportadora. Também são apurados pagamentos ao ex-Presidente, feitos por empresas investigadas na Lava Jato, a título de supostas doações e palestras.

O avanço das investigações revelou, também, evidências de que o ex-Presidente recebeu, em 2014, pelo menos R$ 1 milhão sem aparente justificativa econômica lícita da OAS, por meio de reformas e móveis de luxo implantados no apartamento tipo triplex, número 164-A, do Condomínio Solaris, em Guarujá.

No dia 29 de fevereiro, o procurador da República Deltan Dallagnol enviou uma manifestação à ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), defendendo que uma investigação em curso sobre propriedades atribuídas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja mantida dentro da Operação Lava Jato, a cargo do Ministério Público Federal no Paraná.

Coordenador da força-tarefa da Lava Jato no Paraná, Dallagnol destacou que possíveis vantagens supostamente recebidas por Lula de empreiteiras teriam sido repassadas durante o mandato presidencial do petista.



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