Na fila da UPA

Ultimamente muitas mães e pais, com seus filhos doentes, têm entrado na fila da UPA (Unidade de P...

Ultimamente muitas mães e pais, com seus filhos doentes, têm entrado na fila da UPA (Unidade de Pronto Atendimento de Guarabira) em busca de atendimento médico. De saúde, apenas. A maioria deles, porém, tem deixado o local sem atendimento. Desesperadas, na quinta-feira (10), muitas mães recorreram à imprensa e denunciaram a falta de médicos no setor de pediatria daquela unidade hospitalar.

Estava claro que a suspensão de serviços nos hospitais de Belém e Dona Inês, por exemplo, iria sobrecarregar o Hospital Regional de Guarabira, que não comporta a demanda da região, e a própria UPA da cidade. Sem a devida estrutura hospitalar e profissionais nessas unidades, a população paga o preço pelo descaso do Governo do Estado para com a saúde pública. E as crianças, então, padecem sem atendimento específico na porta de um hospital.

Não era isso que o governador Ricardo Coutinho (PSB) prometia. Quando candidato, o chefe do Executivo estadual disse que iria construir uma maternidade nos 223 municípios paraibanos. Fez? Prometeu também que, na sua gestão, os bebês iriam nascer na terra dos pais. Será que isso está acontecendo? RC prometeu construir 23 UPAs no estado. Fez quantas, até agora? Ora, se esse governo não garante o básico, imagina se cumprirá o que prometeu...

No uso de suas atribuições, para defender seu contracheque, o atual diretor da UPA/Guarabira Gilson Cândido usou a rede social Facebook e rebateu as críticas feitas pela imprensa local, afirmando que “não faltam médicos, remédios, equipamentos e materiais na unidade, e é a UPA o único escape da população em face às deficiências da atenção básica”, postou o auxiliar do Governo.

No entanto, entre os depoimentos da população - repercutidos na imprensa de Guarabira -, e a palavra do diretor da UPA, eu fico com a versão mais consistente: fico com a voz do povo, afinal eu não conheço ninguém que vai a um hospital para passear. E você, conhece?

Numa coisa Gilson Candido tem razão: a saúde pública do município de Guarabira também está um caos. O atendimento é precário nos postos de saúde. E isso faz com que a população procure a UPA e o HRG.

No mais, ao classificar parte da imprensa guarabirense como ‘mídia oficial subalterna ao prefeito’, o atual diretor da UPA faz o seu papel de defender, não o povo – que paga seu salário -, mas o governo vigente. Um governo ausente de Guarabira. 

Para finalizar, eu quero isentar os profissionais de saúde que procuram oferecer o melhor de si, na UPA de Guarabira. Aqueles que foram instruídos, não para fazer milagres, mas para salvar vidas - desde que tenham as devidas condições de trabalho e reconhecimento.

... nada contra a pessoa do meu amigo e irmão Gilson Cândido, mas minha solidariedade aos colegas de imprensa. #Política  

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1 comentários

  1. As pessoas que estão no poder, custam a admitir que a UPA passa por situação difícil, se compararmos com o período em que foi aberta. Na atualidade, a UPA se encontra em precária situação. Comumente escutamos populares se referindo que a UPA não corresponde mais a ideia de pronto atendimento. As pessoas ficam horas e horas dentro da UPA para serem atendidas, quando são, pois a constante falta de médico é o mais comum da única instituição pública que atende o setor de pediatria. Concordo com Ikeda, essa não é uma situação de responsabilidade desse ou daquele gerente ou diretor, mas um problema do sistema que é gerenciado pela iniciativa privada, ao invés de pública.

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