Pavimentar é necessário. Conservar, reparar e construir é fundamental numa gestão moderna

Na tarde de ontem, cumprindo promessa de campanha, o prefeito Zenóbio Toscano (PSDB) assinou ord...

Na tarde de ontem, cumprindo promessa de campanha, o prefeito Zenóbio Toscano (PSDB) assinou ordem de serviço para o calçamento de 54 ruas na cidade de Guarabira (PB). O investimento é de R$ 564.751 mil, oriundos de recursos próprios que viabilizam o programa “Pavimentando o Progresso”, da Prefeitura Municipal.

Quem promete, deve. O chefe do Executivo municipal prometeu e está cumprindo uma promessa: está, pelo menos, calçando ruas. Isso é bom. Por outro lado, o calçamento em outras ruas carece de reparos. Ruas estão esburacadas, prefeito! Como na Rua Oséias Henrique de Bulhões e em vias residenciais no distrito de Cachoeira dos Guedes, por exemplo.

Dessa forma, então, eu não vejo motivos para comemorar. Reconheço, porém, o quão necessário é cumprir uma promessa, sobretudo quando é para beneficiar a população. Mas fazer uma obra aqui e não procurar conservar o que já existe na cidade, como o atual governo municipal tem feito, não é característica de gestão moderna.

Quando candidato, Zenóbio prometeu fazer uma gestão moderna, lembra? O que se vê, no entanto, é um governo nada popular, que não construiu uma só casa em Guarabira, que parou obras iniciadas, enquanto outras, sequer, saíram do papel. Sem falar naquelas que estão abandonadas por serem consideradas ‘herança’ de gestão anterior.

Eu não torço pelo quanto pior melhor. E não preciso mentir para apontar as falhas da atual gestão. Respeito o jeito de governar do prefeito Zenóbio. Porém, não considero que sua administração seja moderna, porque nenhuma gestão que se preze abandona obras, interrompe serviços e culpa a crise econômica pela não execução de outras promessas.

Pavimentar novas ruas é necessário, eu sei – pois facilita a mobilidade na cidade. Contudo, conservar, reparar o que já existe no município como patrimônio da população, e construir é fundamental para o progresso da cidade. E isso vale para qualquer gestão séria, de agora ou de amanhã, principalmente para aquela que diz ter “compromisso com o futuro”.

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