Dono do "Diário do Grande ABC" e diretor do Opera Mundi são alvos da Lava Jato

Breno Altman (esq.) e Ronan Pinto (dir.) são alvos da nova fase da Lava Jato Do Portal IMPREN...

Breno Altman (esq.) e Ronan Pinto (dir.) são alvos da nova fase da Lava Jato

Do Portal IMPRENSA

A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (1/4) a 27ª fase da Operação Lava Jato, batizada de “Carbono 14”. A etapa teve como alvo dois mandados de prisão temporária, incluindo o do empresário e dono do Diário do Grande ABC, Ronan Maria Pinto, e dois de condução coercitiva, entre eles, o do jornalista e diretor editorial do site Opera Mundi, Breno Altman.

Segundo a Folha de S. Paulo, em depoimento à Lava Jato, o empresário José Carlos Bumlai disse que metade do valor arrecadado em gestão fraudulenta no Banco Schahin teria sido destinado ao PT de Santo André.

O partido teria sido chantageado por Ronan, que pediu R$ 6 milhões para não revelar o que sabia sobre o caixa dois do diretório local e a relação dos recursos com o assassinato do então prefeito da cidade, Celso Daniel (PT).

Além do Diário do Grande ABC, Ronan também é dono de empresas de ônibus e foi implicado no escândalo de desvio de recursos da Prefeitura de Santo André (SP) logo depois da morte de Celso Daniel.

Segundo a Procuradoria, um empresário do Rio de Janeiro fez transferências diretas para a Expresso Nova Santo André, além de outras pessoas físicas e jurídicas indicadas pelo empresário, entre eles, o então proprietário do Diário do Grande ABC, de quem Ronan comprara o jornal. Os investigadores suspeitam que uma parte das ações do periódico foi adquirida com dinheiro do Schahin, por meio de contratos simulados.

Também em depoimento à Lava Jato, em outubro de 2014, o doleiro Alberto Youssef levantou a suspeita de que Breno Altman estaria envolvido em uma operação para silenciar um chantagista que poderia fazer novas revelações sobre o caso de Celso Daniel.

À época do crime, em janeiro de 2002, Celso Daniel era coordenador da pré-campanha de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência. Promotores afirmam que ele teria sido assassinado porque resolveu dar um fim na arrecadação ilícita em sua gestão.

De acordo com a Polícia Federal, o nome Carbono 14 faz referência a procedimentos ‘utilizados pela ciência para a datação de itens e a investigação de fatos antigos’.
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#Política #SintoniaFina 

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