Eduardo Cunha dá golpe e "encunhala" políticos e povo brasileiro

O deputado federal Eduardo Cunha (PMDB), presidente da Câmara dos Deputados, representa o que há ...

O deputado federal Eduardo Cunha (PMDB), presidente da Câmara dos Deputados, representa o que há de mais escroto – não no bom sentido, mas no pior sentido da palavra – na política partidária desse país. Embora ele tenha legitimidade para ocupar um assento na Câmara Federal, lhe falta vergonha, e, sobretudo, moral e sujeição às leis do Brasil. E parece que também lhe falta temor a Deus, um princípio cristão.

Assim como o ex-presidente Lula tentou fugir da Justiça comum desse país, Eduardo Cunha tenta, a todo custo, dar um golpe na Comissão de Ética da Câmara dos Deputados para se livrar, por exemplo, de responder sobre fatos apurados pela Operação Lava Jato, por ter omitido e mentido – a palavra é essa mesmo – à CPI da Petrobras acerca de possuir contas no exterior: a saber, na Suíça.

Para protelar um processo e fazer o que Cunha tem feito, sem dúvidas, é preciso ser muito “sabido” para influenciar e usar as leis ao seu favor. Eis o que o parlamentar tem feito. E parece que conseguiu mais uma: o processo contra ele chagou a 168 dias sem apreciação e bateu o recorde sendo mais longo que um anterior - o do deputado Luiz Argolo, do Solidariedade -, que durou 167 dias.

Em outubro de 2014, Argolo foi cassado por envolvimento em atividades ilícitas com o doleiro Alberto Youssef. Até agora, porém, o peemedebista Eduardo Cunha continua sentado na cadeira de deputado federal, presidindo a Câmara dos Deputados como moralista temente a Deus, rindo dos que lhe fazem oposição na Casa e, consequentemente, desdenhando da força da lei e do próprio eleitor brasileiro.

O senhor Eduardo Cunha pensa que está acima das leis do Brasil. Apenas pensa, porque ninguém está. Nem o Lula! Contudo, Cunha continua tirando vantagem no poder. No dia em que o processo contra ele quebrou recorde na Câmara, o Conselho de Ética sofreu um golpe: o deputado Waldir Maranhão, vice-presidente do parlamento, aprovou questão de ordem beneficiando Eduardo Cunha.

O ato aprovado por Maranhão, talvez como gratidão por ter sido eleito para o cargo com apoio do presidente da Câmara em fevereiro, desobriga Eduardo Cunha a responder sobre os fatos apurados pela Operação Lava Jato. Waldir Maranhão é o atual responsável por aprovar os pedidos do Legislativo em relação ao Conselho de Ética. É que, como processado, Eduardo Cunha não pode responder.

Assim com Jair Bolsonaro, que insultou não só a presidente Dilma como também a todos nós brasileiros ao citar o nome de um torturador da ditadura durante votação na Câmara; e Jean Wyllys, que vive de pregar uma tolerância que ele mesmo desconhece; Eduardo Cunha não me representa, pois segue impune e usando o poder em nome de Deus para ‘encunhalar’ políticos e, claro!, o povo. Fora, Cunha! #Política #Opinião   

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