Rádio analisa o novo cenário da audiência brasileira

Do Tudo Rádio O ano começou movimentado para os principais mercados do país. A nova forma de abordagem do Kantar Ibope Media para medir...

Do Tudo Rádio

O ano começou movimentado para os principais mercados do país. A nova forma de abordagem do Kantar Ibope Media para medir a audiência de rádio tem gerado uma grande repercussão entre os profissionais de rádio. A maioria acredita que ainda é cedo para avaliar o novo cenário de forma definitiva, mas que os resultados da medição já apontam mudanças significativas em alguns mercados. 

Para resumir, agora a pesquisa conta com 20% de sua abordagem realizada através da internet, mas é importante frisar que essa parcela on-line também mede a audiência via ondas terrestres (AM e FM). No geral o rádio viu um crescimento do universo de ouvintes, com grande peso para o FM, mas também para os ouvintes que acompanham as rádios via internet.

Os colegas do portal catarinense Acontecendo Aqui fizeram um levantamento que ouviu vários profissionais de São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina. A pergunta geral é relacionada à nova abordagem para a pesquisa realizada pelo Ibope. O texto é muito interessante e pode ser conferido na íntegra através do link a seguir: http://www.acontecendoaqui.com.br/comunicacao/mudancas-que-o-ibope-introduziu-na-pesquisa-de-audiencia-do-meio-radio-e-suas . Também fui convidado a expor a minha opinião, que é a seguinte:

"A mudança na abordagem da pesquisa de audiência deve resolver uma distorção que já era uma preocupação de várias emissoras, manifestada inclusive perante o instituto. Com a entrada da pesquisa via internet o Kantar Ibope Media vai atingir um público que não é alcançado pelas demais formas de abordagem. Por exemplo: hoje é comum que parte da população não tenha ou não use telefone fixo. Também é necessário considerar que existe uma parcela que não é encontrada em casa devido ao estilo de vida movimentado (trabalho, estudos, etc.), além de questões de segurança. Ou seja: existe um público de rádio que ficava fora do alcance da pesquisa. Isso deve impactar diretamente nas rádios dos segmento jovem, jornalismo e adulto-contemporâneo. Mas o ganho é geral: já são observados crescimento nos universos de diferentes emissoras. Talvez em mercados onde o "bolo" de um determinado segmento não é tão dividido entre as emissoras, poderemos ver rádios jovens ou adultas brigando pelo topo de audiência. É um dos cenários possíveis. De qualquer forma todo o meio ganha com um universo maior e passa a ter mais informações para poder buscar audiência e, consequentemente, tornar o rádio mais rentável."

Minha opinião não é definitiva e não deveria ser diferente. Inclusive ninguém no mercado precisa cravar uma verdade. O que é necessário: avaliar o novo cenário, verificar se as estratégias tomadas estão surtindo efeitos na pesquisa e, caso não, ter paciência e trabalho para determinar o que pode funcionar. É um ano de ajustes para os projetos de rádio nos principais mercados brasileiros. Mas tem um ponto bem positivo: as estações contam agora com um universo superior de ouvintes (independente do segmento/perfil).

Uma realidade que acredito que ficou clara: a internet ganhou um peso importante. Essa parcela da audiência on-line já foi destacada por nós do Tudo Rádio, inclusive com algumas dicas (clique aqui).

Também continuo acreditando que a alteração veio para o bem do rádio e tentar resolver algumas demandas do meio radiofônico. Difícil acreditar que um “universo maior de ouvintes” não seja uma excelente notícia, justo em um ano difícil para vários setores da economia brasileira.

Ah. O que diz o Kantar Ibope Media? Qual a explicação sobre a nova abordagem? Veja o comunicado emitido pelo instituto em fevereiro. Acesse: http://tudoradio.com/noticias/ver/14816-kantar-ibope-media-vai-incluir-pesquisas-online-na-afericao-de-audiencia-de-radio
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#SintoniaFina

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