Do pó viemos e para o pó voltaremos como átomos que dançam

Por Eliabe Castor, jornalista O cheiro de éter entra de maneira avassaladora nas minhas narin...

Por Eliabe Castor, jornalista

O cheiro de éter entra de maneira avassaladora nas minhas narinas. Uma ânsia quase me faz ver Anjos, Augustos e Arcanjos. Não, não, por favor, não! Estou extenuado. Afaste-se Chico! Retire o cale-se da minha boca costurada pelos que fraquejam! Venha Quincas, venha até meu rosto e dê um berro. Um berro cheio de água próximo às minhas brânquias, pois preciso respirar.

Gabriela, eu já te falei. Sua canela, mesmo bela, não me apetece neste exato momento, pois o funesto domina o ar desse ambiente inóspito e desesperado. Ah meu amigo Diógenes de Sinope! Já encontrou alguém honesto nessa terra de morte e vida, na qual mora Dona Severina? Vendeu sua lamparina para pagar o aluguel do barril ou finalmente aceitou os mimos de Alexandre da Macedônia?

E quanto a Minerva e toda sua sabedoria. Ainda caminha nos arredores de Roma com o degenerado Baco? Caso sim, merece a redenção dos impuros. Dos textos sem nexo e do tempo exorável. Implacável e louco, como Nero após o fogaréu, ou Calígula e seu cavalo senador Incitatus. Por fim, do pó viemos para o pó voltaremos. “In pulverem pulvis sumus reversi.” E que dancem os átomos no seu baile da vida!!!!

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Contato com o autor: eliabe.castor@hotmail.com

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