O fogo do Olímpico

A chama olímpica tem um simbolismo único. Ela é uma das representações dos Jogos Olímpicos. Na m...

A chama olímpica tem um simbolismo único. Ela é uma das representações dos Jogos Olímpicos. Na mitologia grega, ela faz referência à lenda de que Prometeu teria roubado o fogo de Zeus para entregar aos mortais. Na antiguidade, um fogo mantinha-se acesso enquanto durassem as competições, em Olímpia, cidade da Grécia onde aconteciam os jogos até sua suspensão em 394, pelo imperador romano Teodósio I. Olímpia também é conhecida pela famosa estátua de Zeus - pai dos deuses e dos homens, pela mitologia grega - em marfim e ouro, feita pelo escultor Fídias, para o templo do deus – que foi uma das sete maravilhas do mundo antigo - localizado naquela cidade.

O fogo olímpico, portanto, tem uma relação com o “sagrado” para muitos povos antigos, inclusive para os gregos. E este “fogo sagrado” vai passar por Guarabira (PB), assim como por Pedras de Fogo, Itabaiana, Campina Grande, Sapé, João Pessoa e Mamanguape – não necessariamente nessa ordem -, que estão na rota de revezamento da tocha olímpica antes dos Jogos Olímpicos que serão realizados este ano no Brasil. A tocha vai passar por 325 cidades brasileiras até chegar à cidade-sede, Rio de Janeiro, onde se acenderá a pira olímpica.

A passagem da tocha olímpica pelo município de Guarabira será um fato histórico. Independente de política, eu não sou contra um evento como este: desde que a gestão esteja em dia com as prioridades do município, pois não faz sentido receber a chama olímpica sabendo que praças de esporte como, por exemplo, o ginásio de Cachoeira dos Guedes e o próprio Zenobão – que depois de muitos apelos teve sua reforma iniciada - estão, praticamente, abandonados pelo mesmo poder público que apoia o revezamento da tocha na cidade.

Eu realmente não sou contra que este evento aconteça em Guarabira: a rota da tocha olímpica vai divulgar o nome da cidade para o mundo. Porém, temo que o mundo veja o descaso da atual gestão municipal em, por exemplo, não reparar a quantidade de buracos no asfalto em pleno centro comercial e a desordem no trânsito, com direito a animais soltos no perímetro urbano, além de lixo e tantos outros problemas. Em síntese, a cidade está feia. Suja. Guarabira está sem brilho para aparecer na televisão.

Quanto aos 'revezadores' que terão o privilégio de poder segurar a tocha em solo guarabirense - mesmo por um breve momento -, fica o sentimento de fazer parte da história em relação aos Jogos Olímpicos de 2016. Curtam esse o momento! A cidade teve a sorte de entrar na rota do fogo olímpico, mas não entrou na rota do desenvolvimento que a gente espera. Na "gestão compromisso com o futuro", por enquanto, Guarabira ainda não foi para frente. #Política

Você pode gostar também

0 comentários