Dilma diz ser alvo de mesquinharias como proibição de viagens e bloqueio de verba para viaduto

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A presidente afastada Dilma Rousseff (PT) denunciou que está sendo alvo de “mesquinharias” por parte do governo interino de Michel Temer e de seus adversários, a exemplo de impedir que ela viaje de avião e de negarem-lhe o Samu para a audiência pública no Espaço Cultural, como fez a Prefeitura de João Pessoa. “Eu tenho direito líquido e certo, eu tenho direito à segurança”, afirmou Dilma. A petista apontou, ainda, a gravidade do bloqueio de R$ 17,5 milhões pelo Ministério das Cidades, para o viaduto do Geisel, em João Pessoa. Ela considerou o ato como o “atraso do atraso” e um crime contra os paraibanos. 

As declarações foram dadas durante entrevista coletiva à imprensa, nesta quarta-feira (15), após a audiência pública realizada pela Assembleia Legislativa da Paraíba, no Espaço Cultural, em João Pessoa. O autor da propositura foi o deputado Jeová Campos (PSB).

“Nós passamos dezessete milhões e pouco para o Governo da Paraíba, para aquele viaduto que metade era nosso e metade era do Governo da Paraíba.  Ir na conta do Governo da Paraíba e tirar esse dinheiro é uma volta atrás que vocês têm que ter noção”, desabafou Dilma.  Segundo a presidente afastada, o ato do governo atual é “absurdo”. “Isso se chama confundir o público com o privado, é a base da visão que leva à corrupção, é achar que o dinheiro público pode ser apropriado por alguém”, disse. 

Ministérios  - Dilma disse que o modelo de presidencialismo de coalizão fracassou e caso consiga voltar a governar, não manterá os mesmos ministros, porque não é mais possível que o Brasil seja governado por esse padrão. “Tanto fracassou que uma parte dos meus ministros mudaram literalmente de lado, não tem como voltar com os mesmos ministérios”, disse. “O toma-lá-dá-cá deu o que tinha que dar”, frisou. 

Dilma voltou a chamar seu afastamento de golpe e a seus algozes de parasitas. Para Dilma, está clara a relação entre Michel Temer e Eduardo Cunha. 

Supremo - Dilma minimizou a participação do Supremo Tribunal Federal (STF) no suposto ‘golpe’ que a afastou do governo. “O golpe não pode estar sendo referendado pelo STF, porque o STF não julgou ainda as condições em que ele está se dando”, explicou Dilma. Ela elencou que até agora foi julgada a admissibilidade, e a partir de agora será julgado o mérito, com apresentação de testemunhas, perícias sobre os dados, para então começar o processo de julgamento. “Quem preside o processo de julgamento depois da pronúncia é o Supremo, então, nós ainda teremos condições de recorrer ao Supremo se assim entendermos”, afirmou Dilma. 
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