O oceano da vida e a nau que nos conduz

Por Eliabe Castor, jornalista A nau. Que bela de velas pandas e olhar sereno. Embarcação cora...

Por Eliabe Castor, jornalista

A nau. Que bela de velas pandas e olhar sereno. Embarcação corajosa, não temeu cruzar os “Pilares de Hércules”. Não, pois desconheceu o medo e seguiu seu caminho deslizando na brisa e escapando das belas sereias que pouco arranharam seu casco. A nau, forte e astuta singrou oceanos e mares na sua mais completa independência. Nunca jogou um grama de ouro para os reinos. Não, não era do seu feitio. Para os embarcados, o que valia, a cada onda, era o prazer de ser transgressor numa terra, digo, água, sem lei.

A nau, que bela nau. Livre dos grilhões das sociedades, sempre teve suas próprias leis. A nau, linda nau. Queria te tocar, beijar cada ostra encravada na sua quilha. Morder seu espírito e romper com teorias marítimas. Destituí-la dos dogmas de Netuno e caminhar sobre florestas de algas.

A nau, barco sem hipocrisias e sorriso de marfim. Não, eu pertenço a ti. Juro que quase conheço isso ou aquilo posto no teu convés. Talvez seja a minha pessoa marujo de tombadilho. Sinto falta dos teus ombros, das boas conversas sob as estrelas e das “comodidades” de um tempo que não retornará.

Nessa porto, embarcação da vida, lembrei de Fernando Pessoa, quando um dia escreveu:” Navegar é preciso, viver não é preciso” É verdade.Viver não é necessário; o que é necessário é criar. Ah, nau! Vai, mas retorna!!

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