Cinco anos sem Amy Winehouse

No sábado (23) fez cinco anos da morte da talentosíssima Amy Winehouse , uma cantora da minha ger...

No sábado (23) fez cinco anos da morte da talentosíssima Amy Winehouse, uma cantora da minha geração que partiu muito cedo, aos 27 anos. Amy tinha talento. Tinha estilo. E referência. Virou um fenômeno. Contagiou multidões e se eternizou como um ícone pop da música mundial, embora tenha deixado, apenas, dois álbuns de estúdio. Foi o bastante para fazer a soul music voltar a tocar nas rádios.

Assim como Elvis Presley, Frank Sinatra, Michael Jackson e tantos outros, a compositora britânica Amy Winehouse foi um gênio, desses que custam aparecer e, quando aparecem, mudam, definitivamente, o curso da história. Apesar da carreira relâmpago, Amy eternizou seu nome no misterioso “clube dos 27”, ao lado de 14 talentosos artistas que morreram, inexplicavelmente, aos 27 anos de idade, no ápice da carreira.

A jovem judia nascida em Southgate, norte de Londres, era uma cantora branca, de personalidade, que fazia música negra com qualidade e excelência. Dava gosto ouvi-la cantar! Ainda dá. Pena que sua obra tenha se resumido aos álbuns “Frank” (2003), que combina jazz, R&B e rap com uma sofisticação impressionante; e “Back to Black” (2006), considerado sua obra-prima e que é inspirado na música soul dos anos 60.

A informação que repercutiu na imprensa logo após a morte da diva pop era a de que ela tinha material suficiente para, pelo menos, 03 discos. Eu tenho os dois álbuns de estúdio. Não consegui, no entanto, o disco póstumo “Lioness: Hidden Treasures” (2011), que contém 12 faixas - entre inéditas, canções nunca antes editadas e versões, incluindo uma versão interessante de “Garota de Ipanema”.

Acontece que álbuns póstumos nem sempre dão certo. Nem sempre. O disco póstumo de Amy Winehouse é um exemplo: ele foi considerado ‘apático’ pela crítica especializada. É menos ‘visceral’. E eu concordo plenamente. Talvez por isso eu não tenha sido motivado a adquiri-lo ainda. Contudo, também não se trata de um material descartável.

Filha de uma família de forte influência musical, a tímida Amy Winehouse, que adotou estilo retrô, morreu sem se acostumar com a fama. O documentário “Amy: the girl behind the name (a garota por trás do nome, na tradução)”, lançado por Asif Kapadia, retrata bem a personalidade da cantora. O filme está disponível no Netflix.

Como uma artista completa, a influência de Amy também ditou moda. Seu estilo, então – o modelo do cabelo, o piercing, as tatuagens nos braços, os vestidos, a maquiagem (com destaque para os delineadores) - se tornou uma marca registrada.

Eu volto a afirmar que Amy é uma das minhas cantoras preferidas. Ela chegou a receber 6 indicações ao Grammy de 2007: ganhou 5. Seu legado, portanto, é inspirador: dialoga com esta geração e vai de encontro à ‘cultura de segunda ordem’ imposta pela mídia.

Depois de se envolver com drogas e em muitos escândalos e polêmicas, em 23 de julho de 2011, Amy Winehouse foi achada morta em seu apartamento em Londres.

Por canções como “Take the box”, “‘You know I’m no good’’, ‘‘Rehab’’ e “Love is a losing game”, por exemplo... Obrigado, Amy! #Cultura #Música 

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