Reitor da UEPB diz que greve de professores vai prejudicar calendário escolar

Do Click PB O reitor da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), Rangel Júnior, não acreditar...

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O reitor da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), Rangel Júnior, não acreditar que seja deflagrada uma nova greve de professores, a partir da segunda semana de agosto, quando estão programadas manifestações da categoria. “A greve vai prejudicar nosso calendário escolar que estamos tentando equilibrar desde a última paralisação”, destacou o reitor, lembrando que greves causam prejuízos permanentes.

Rangel Júnior disse já ter recebido o comunicado da Associação dos Docentes da UEPB (ADUEPB) sobre as manifestações dos professores programadas para o dia 9 e 11 de agosto (terça e quinta-feira), mas negou que se trate de um indicativo de nova greve. “É um movimento nacional e que deve ser respeitado”, avaliou o gestor.

O reitor da UEPB defende que há outras formas de lutas políticas por melhores condições de trabalho afora a paralisação das atividades e lembrou que as greves causam prejuízos tanto para os alunos como também para os professores. “Ainda estamos trabalhando para equilibrar o calendário escolar desde a última greve, o que só deve ocorrer no início do ano de 2019, caso não haja mais greve até lá”, explicou.

O movimento - Os professores da UEPB realizarão um ato público no próximo dia 09 de agosto, em frente à Reitoria da UEPB, para cobrar reposição salarial, denunciar a quebra da autonomia da instituição e a precarização do trabalho docente. 

A categoria também vai aderir ao Dia Nacional de Luta em Defesa da Educação Pública, em 11 de agosto, contra as reformas trabalhista e previdenciária, o ajuste fiscal, os ataques à educação e o desmonte dos serviços públicos.

Segundo a ADUEPB, o ato público no dia 09 de agosto ocorrerá a partir das 9h e servirá para intensificar a pressão política da categoria para a Reitoria da UEPB e o Governo do Estado, por reposição salarial e progressões de carreira, que estão congeladas desde o início do ano em decorrência da aplicação da MP 242/2016 e depois da lei estadual 10.660/2016. O ato também servirá como mobilização para Dia Nacional de Luta em Defesa da Educação Pública, em 11 de agosto.

As duas atividades foram deliberadas durante assembleia geral da categoria, na última quinta-feira (28), que teve como pauta data base e campanha salarial, entre outros temas. Na oportunidade ficou definido que a ADUEPB irá cobrará da Reitoria da universidade o enviou de uma resolução do Conselho Superior da instituição – Consuni ao Governo do Estado, com a aprovação de uma reposição de 15,97% para os professores.  Segundo o colegiado, apenas um ofício informando a decisão foi encaminhado, o que não é suficiente para, legalmente, amparar um projeto de lei do executivo estadual determinando a implantação do percentual nos vencimentos dos docentes.
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