Esquadrão Suicida: sem grandes maldades. DC aposta num filme engraçado e de apelo comercial para o cinema

Arlequina O tão aguardado filme Esquadrão Suicida estreou nos cinemas no dia 04 de agosto de...

Arlequina
O tão aguardado filme Esquadrão Suicida estreou nos cinemas no dia 04 de agosto de 2016. Teve até pré-estreia no CineMaxxi Cidade Luz. Bombou!! Eu, porém, só consegui assistir ao filme semanas depois de sua estreia. Não por falta de grana: faltou tempo mesmo! Confesso, no entanto, que gostei do filme. Gostei muito.

Inicialmente, eu achei interessante a apresentação e o recrutamento dos vilões tendo uma música associada a cada um. A música geralmente marca e ajuda a promover personagens. Não é diferente na vida real. E a trilha sonora do Esquadrão é ótima, tanto que assumiu liderança no ranking da Billboard 200. Sugiro, então, que você continue lendo este texto ao som de Grace – You Don´t Own Me ft. G-Eazy, uma das faixas do filme.







A missão do Esquadrão é combater um mal específico. É ‘mal contra o mal’. E como os vilões não têm nada a perder e estão sob ‘domínio do governo’, são forçados a usar seus ‘talentos para o crime’, pelo bem no planeta. O resultado da missão garante um abrandamento nas penas - com direito a tevê por assinatura na prisão, oportunidade de ver um parente e - claro! – café expresso, como exigiu a Arlequina, mulher do Coringa.

Coringa
A atriz Margot Robbin, que interpreta a Arlequina, merece destaque por sua atuação. Já o Coringa, que quase não aparece, ‘evoluiu’ para uma versão que considero “romântica” provocando a crítica do público - principalmente de quem acompanha a frieza e a maldade do 'palhaço' nos quadrinhos. Também por isso acredito que a DC alcançou seus objetivos dividindo opiniões acerca do filme e do novo Coringa.

Do início ao fim, a linda vilã Arlequina, que vive uma louca paixão pelo palhaço do crime, deixa em evidência seus atributos femininos. Mas sua sensualidade, expressão e bom humor não comprometem a obsessão pelo Coringa e suas habilidades para o mal. Ela demonstra isso com naturalidade ao roubar uma bolsa de grife exposta numa vitrine. “Somos vilões. É isso que fazemos”, justifica. 

A relação entre Arlequina e sua “paixão”, contudo, cria apenas expectativas. Nada mais. 

 

A valorização da mulher é bastante evidente nas cenas de Amanda Waller, uma negra que ocupa posição de poder em nome da lei, como analisou a jornalista Silvia Torres em comentário próprio. Concordo, Silvia. A personagem é interpretada pela atriz Viola Davis. Já Will Smith, um dos protagonistas, não me surpreendeu em sua atuação. Mas pelo seu carisma e experiência, ele deu conta do recado durante a 'missão suicida'.

Outro ponto interessante que merece um registro aqui é o ‘apelo’ que Esquadrão Suicida faz no uso da tecnologia promovendo aplicativos, por exemplo. Tais cenas aproximam e refletem bem a realidade. Achei massa, embora não seja uma novidade no cinema.

No geral, enganou-se quem esperou grandes maldades dos vilões do Esquadrão Suicida. Acredito que a DC apostou na fórmula de fazer um filme engraçado e de apelo comercial.

E por fim, a continuação do Esquadrão Suicida já deve estar sendo planejada: o Coringa e a Arlequina apontam para isso no final. 

Esquadrão Suicida tem direção de David Ayer (Corações de Ferro) e ainda está em cartaz nos cinemas. #Cultura #Cinema 

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