"Música de candidato"

A política partidária mexe com quase tudo e com todos. Em ano eleitoral e em período de campanha, p...

A política partidária mexe com quase tudo e com todos. Em ano eleitoral e em período de campanha, principalmente, os candidatos fazem o que está ao alcance para chamar a atenção do eleitor e ganhar votos - afinal, eleição se vence com voto na urna.

Na temporada de ‘caça ao voto’, então, os candidatos investem em dancinhas, tapinhas nas costas, declarações de amor, promessas, visitas e jingles para animar a galera, por exemplo. Até música tocada na rádio pode "virar música de candidato", acredite.

Calma, pessoal! Isso não é regra. É apenas uma análise pontual. Justifico.

Acompanhando a programação das estações de rádio de Guarabira (PB), eu notei, em alguns momentos, a execução de músicas que remetem aos grupos políticos do município que disputam a eleição de 2016. Coincidência? Eu não sei.

No meu ponto de vista, considerando detalhes da política local, eu entendo que algumas canções podem levar uma ‘mensagem subliminar’ ao público. E eu fiz questão de listar alguns hits que, vez por outra, tocam nas rádios da cidade:

“Um sonho a dois”, Roupa Nova: a letra dessa música diz que o “amor é azul”. E azul é uma das cores de uma das coligações partidárias. A canção foi tocada no encerramento de um programa jornalístico de uma emissora local.



“Rosas”, Ana Carolina: esta é mais uma canção que pode ser tocada com finalidade política. A letra da música faz referência às rosas. Na interpretação da cantora, “toda mulher gosta de rosas”. E em Guarabira, esse lance de 'rosa' tem a ver com uma candidata.



“Roda vida”, Chico Buarque: na composição, a frase “e carrega a roseira pra lá” pode ser usada para fazer apelo político contra um dos grupos – dentro do nosso contexto de análise, claro! A canção foi executada de repente durante um programa musical de uma das quatro estações de rádio.



“Girassol”, Alceu Valença: o título dessa música já diz tudo. Politicamente falando, ela remete a um bloco político local. "(...) um girassol nos seus cabelos (...) "Além do “Girassol” de Alceu, ainda tem o “Girassol”, da Banda Cidade Negra. 





“Negro gato”, Roberto Carlos e Erasmo Carlos: é mais um hit que aponta para um dos candidatos - levando em conta o contexto político local. 



“Vermelho”, Fafá de Belém: é um clássico popular, mas que em ano eleitoral faz uma clara referência aos partidos que usam a cor vermelha. "(...) Tudo é garantido após a rosa vermelhar (...)." Uma vez tocada na rádio, logo traz à memória um dos grupos políticos do município. 



Rosa Vermelha, João Paulo Jr.: é outro ‘clássico’ de uso político bastante executado durante eventos de um dos grupos. “(...) a rosa vermelha é do bem querer, a rosa vermelha e branco eu hei de amar até morrer (...)” Viu? A letra dessa canção expressa uma clara tendência política - também dentro do nosso contexto -, por isso é 'arriscado' tocá-la no rádio nesse período.




"Enquanto houver sol", dos Titãs: essa música foi a única que consegui identificar como um possível 'tema de campanha' para uma legenda que tem o "sol" como símbolo. "(...) enquanto houver sol, enquanto houver sol, ainda haverá (...)".  



Apesar de fazerem 'referência' aos grupos políticos da cidade, as letras das canções citadas não foram escritas com esta finalidade (política). Portanto, nada impede que as músicas sejam tocadas na programação das emissoras, mas o momento não é propício. É melhor evitar – salvo em especiais, por exemplo.

E este artigo também não tem a finalidade de promover nenhum candidato. A proposta do blog, nesse texto, foi mostrar ao leitor como uma simples canção pode ser usada com finalidade política - se executada diariamente. Estamos de olhos e ouvidos atentos. A Justiça Eleitoral também. #SintoniaFina #Política

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