Testei e desinstalei o Pokemon Go. Meu jogo é estudar e trabalhar para me manter na vida real

A cada dia eu fico mais convencido de que somos e estamos vulneráveis tanto a situações do c...

A cada dia eu fico mais convencido de que somos e estamos vulneráveis tanto a situações do cotidiano quanto ao apelo tecnológico como o tal Pokemon Go, desenvolvido, até certo ponto, para entreter e ocupar mentes - algumas delas, vazias. O jogo chegou ao Brasil para os sistemas Android e IOS e logo virou uma ‘febre’, sobretudo entre jovens.

A realidade em relação ao PG está mudando, mas não era difícil encontrar alguém “procurando Pokemon” em praças e ‘locais de risco’ em Guarabira (PB). Após o lançamento do game, eu observei vários adolescentes e jovens no mesmo lugar, com os olhos fitados no smartphone, procurando o “demônio de bolso”. De longe, eu fiquei só observando para poder escrever algo sobre o assunto.

Pelo tempo de uso do aplicativo no meu smartphone, experimentando, eu notei que o Pokemon Go é bastante intuitivo. De gráfico realista, o jogo interage com o mundo real e essa interação é atrativa e chega a ser viciante, tanto que o app ultrapassou os 100 milhões de downloads antes mesmo de ser lançado no Brasil, conforme aferição da APP Annie.

O Pokemon Go é viciante como qualquer outro jogo. A diferença está na realidade virtual e, claro (!), nos personagens. Eu tenho uma visão meio ortodoxa das coisas, porém nem por isso vou ‘demonizar’ o app como já fizeram. Não há nada de errado no jogo, mas sim na forma como a pessoa se permite estar 'sob o controle' de um aplicativo virtual como ocorre com este e outros aplicativos.

E considerando o “transe” no qual alguns jogadores, aparentemente, entram quando estão procurando pokemons, por um momento eu lembrei “dos zumbis” de uma possível mensagem subliminar numa versão primária do Android, em que o mascote do sistema aparece como se “manipulando o usuário, tendo já muitos usuários sob controle”. Veja essa imagem e analise:


Enquanto para alguns “sortudos” o jogo PG tem proporcionado prazer e diversão, mesmo que eu considere uma perda de tempo passar horas numa ‘procura virtual’ que não traz resultados reais para a vida, para muitos outros o Pokemon Go virou um pesadelo: frustrou quem se envolveu ou provocou acidentes, por exemplo, e quem foi assaltado por causa desse joguinho.

Não são poucas as vítimas de “Poker-acidentes” e “Poker-assaltos”. Por causa do danado do Pokemon, tem muita gente no prejuízo agora - falo daqueles que se deixaram manipular pelo sistema, até porque é impossível jogar sem se dispor a seguir as regras: caminhar é uma delas. Pelo menos caminhar faz bem, embora esta 'caminhada' específica seja perigosa.

Analisei e vi a possibilidade de fazer bons negócios com o Pokemon Go. Como há Pokemons de todo tipo e para todo espaço geográfico, quem tem um comércio próximo a um ‘reduto’ de pokemons pode se beneficiar dessa brincadeira. Opa! Espera ai, acabei de pegar um Pokemon - a popular Rattata, uma espécie que se captura sem precisar sair de casa.

Mas quer saber? Eu cansei desse joguinho! E muita gente deve ter cansado também – ou a galera está correndo dos políticos que estão à procura de votos ou cansou, de fato, de caçar pokemons: pelo menos é o que tenho notado durante meu trajeto diário de casa para o trabalho. Uma coisa é certa: a popularidade do jogo diminuiu e vem caindo.

Sim, conforme artigos que li, a popularidade do Pokemon Go diminuiu consideravelmente. Para mim esse joguinho já era. Depois de permitir o acesso do app aos meus dados, de deixá-lo consumir rapidamente a carga da minha bateria e o meu pacote de dados móveis, eu desisto de ‘caçar Pokemons’. Estou desinstalando o aplicativo definitivamente.

A proposta do PG é divertir em realidade virtual. Para isso, porém, o usuário precisa estar disposto a caminhar diariamente em busca dos ‘monstrinhos’ e a se permitir, até certo ponto, estar sob o 'controle da máquina', do contrário o jogador não tem resultados. Assim, então, eu desisto de jogar. Meu jogo é outro: preciso estudar e trabalhar para me manter na vida real. #Sociedade 

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